Greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro pode começar na próxima segunda-feira (29)

Greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro pode começar na próxima segunda-feira (29)

Assembleia convocada pelo Sindicato dos Rodoviários vai decidir se categoria inicia paralisação após rejeição da proposta de reajuste apresentada pelas empresas

Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro poderão iniciar uma greve a partir da próxima segunda-feira, 29 de junho. A paralisação, entretanto, ainda depende da aprovação da categoria em assembleia marcada para as 18h deste domingo (28), convocada pelo Sindicato dos Rodoviários.

A possibilidade de greve ocorre em meio ao impasse nas negociações salariais entre os trabalhadores e as empresas de ônibus representadas pelo Rio Ônibus. Segundo o sindicato, o estado de greve foi decretado em 11 de junho após a rejeição da proposta apresentada pelos empregadores.

De acordo com a entidade sindical, desde a decretação do estado de greve não houve avanços nas negociações entre as partes.

Assembleia definirá início da greve dos motoristas de ônibus

A decisão sobre a paralisação será tomada pelos trabalhadores durante a assembleia convocada para o domingo.

Caso a proposta de greve seja aprovada pela categoria, a paralisação poderá ter início já na segunda-feira (29), afetando a operação do sistema de transporte por ônibus da capital fluminense.

O Sindicato dos Rodoviários afirma que a mobilização é resultado da insatisfação da categoria com as condições apresentadas nas negociações salariais e trabalhistas conduzidas com as empresas do setor.

Proposta apresentada pelas empresas foi rejeitada

Segundo informações divulgadas pelo sindicato, a proposta patronal previa reajuste salarial de 4,39%, percentual correspondente à inflação acumulada nos 12 meses encerrados em abril.

Pelos valores apresentados, os motoristas de ônibus convencionais receberiam aumento de R$ 150,15 nos salários. Já os condutores de veículos articulados teriam acréscimo de R$ 180,17.

A proposta também previa reajuste de R$ 29 no auxílio-alimentação pago aos trabalhadores.

A categoria rejeitou os termos apresentados pelas empresas e manteve a pauta de reivindicações encaminhada durante a campanha salarial.

Trabalhadores apresentam reivindicações salariais

Entre as principais demandas apresentadas pelos rodoviários está a revisão dos salários pagos aos profissionais do setor.

O sindicato reivindica salário de R$ 5 mil para os motoristas que operam ônibus articulados e remuneração de R$ 4 mil para os demais condutores.

Os trabalhadores também defendem a elevação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil.

Segundo a entidade, as reivindicações fazem parte da pauta de valorização profissional apresentada nas negociações com as empresas representadas pelo Rio Ônibus.

Categoria cobra mudanças nas condições de trabalho

Além das questões salariais, os trabalhadores apresentaram uma série de reivindicações relacionadas às condições de trabalho.

Entre os pontos defendidos pela categoria está a substituição dos contratos temporários por vínculos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para os profissionais que atuam no sistema BRT.

Os rodoviários também reivindicam a adoção da escala de trabalho 5×2.

Outra demanda apresentada é a manutenção do passe livre concedido aos profissionais do setor.

A pauta inclui ainda o pagamento de indenização referente ao intervalo para almoço e a implantação de planos de saúde e odontológico para os trabalhadores.

Estado de greve foi decretado em junho

O estado de greve foi decretado pelo Sindicato dos Rodoviários em 11 de junho, após a rejeição da proposta patronal apresentada durante as negociações.

O mecanismo é utilizado como forma de sinalizar a possibilidade de paralisação caso não haja acordo entre as partes.

Desde então, segundo o sindicato, não houve evolução nas tratativas com as empresas de ônibus.

A entidade afirma que a manutenção do estado de greve reflete a ausência de consenso sobre os pontos discutidos durante a campanha salarial.

Paralisação pode impactar o sistema de ônibus da capital

Caso a greve seja aprovada durante a assembleia deste domingo, a paralisação poderá atingir a operação do transporte coletivo por ônibus na cidade do Rio de Janeiro.

O sistema é responsável pelo deslocamento diário de passageiros em diferentes regiões da capital fluminense.

A definição sobre a realização da greve ficará a cargo dos trabalhadores reunidos na assembleia convocada pelo Sindicato dos Rodoviários, que decidirão se aprovam ou não o início da paralisação a partir da próxima segunda-feira.

Foto: Douglas Menezes/Busologia Carioca / Danilo Moura/Busologia Carioca

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