Do PORTAL UNIBUS
Foto: João Geraldo Borges Júnior (Pixabay)
A inflação oficial do país registrou alta de 0,70% em fevereiro, após avanço de 0,33% em janeiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou acima das projeções do mercado financeiro, cuja mediana apontava para variação de 0,63%, conforme levantamento do Valor Data.
O principal impacto sobre o índice no mês veio do grupo educação, que apresentou elevação de 5,21% e respondeu sozinho por cerca de 44% da inflação registrada em fevereiro. O aumento é atribuído, sobretudo, ao reajuste sazonal das mensalidades escolares, tradicionalmente aplicado no início do ano letivo.
Entre os principais segmentos educacionais, as maiores variações foram registradas no ensino médio, com alta de 8,19%, seguido pelo ensino fundamental, com avanço de 8,11%, e pela pré-escola, que apresentou aumento de 7,48%. Os cursos regulares também tiveram elevação de preços, com variação de 6,20%.
Outro fator que contribuiu para a pressão inflacionária no período foi o reajuste nas tarifas de ônibus em diversas capitais brasileiras. Entre os aumentos registrados estão os aplicados em Fortaleza, com reajuste de 20% a partir de 1º de janeiro; Belo Horizonte, com alta de 8,70%; Rio de Janeiro, com aumento de 6,38%; Salvador, com 5,36%; São Paulo, com reajuste de 6%; Vitória, com elevação de 4,16%; Recife, com alta de 4,46%; e Porto Alegre, com reajuste de 6%.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% observados em janeiro nessa mesma base de comparação. Com isso, o índice se aproxima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, estabelecida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Apesar da aceleração frente ao mês anterior, o resultado de fevereiro ainda é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando o IPCA avançou 1,31%. Segundo o gerente do índice no IBGE, Fernando Gonçalves, a diferença se explica pelo comportamento de alguns grupos de preços.
De acordo com o técnico, em fevereiro de 2025 houve pressão significativa do grupo habitação, especialmente devido à energia elétrica, influenciada pelo fim do chamado Bônus de Itaipu. Esse fator, no entanto, não se repetiu em 2026, contribuindo para um resultado mais moderado na comparação anual.





