Comissão da Câmara aprova projeto que destina royalties do petróleo para tarifa zero

Comissão da Câmara aprova projeto que destina royalties do petróleo para tarifa zero

Proposta aprovada na Comissão de Desenvolvimento Urbano prevê destinação de parte das receitas do petróleo para o financiamento do transporte público gratuito

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 11 de junho, um projeto de lei que prevê a destinação de parte dos royalties do petróleo para o financiamento da tarifa zero no transporte público. A proposta é de autoria do deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) e foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do colegiado.

Com a aprovação na comissão, o texto segue para apreciação do plenário da Câmara dos Deputados. Caso receba novo aval dos parlamentares, a proposta será encaminhada ao Senado Federal para análise.

O projeto estabelece critérios para a utilização de parte das receitas provenientes da exploração de petróleo como fonte de custeio do passe livre no transporte público. De acordo com o texto aprovado, a parcela dos royalties que ultrapassar 10% do valor da produção de petróleo deverá ser direcionada ao financiamento da tarifa zero.

A proposta também trata dos contratos de exploração realizados sob o regime de partilha de produção. Nesses casos, o percentual destinado ao custeio do transporte público gratuito incidirá sobre a parcela que exceder 15% do valor da produção.

Segundo a justificativa apresentada pelo autor da proposta, a medida busca vincular parte dos recursos obtidos com a exploração de um recurso natural ao financiamento de uma política pública voltada à mobilidade urbana.

No texto que acompanha o projeto, Jilmar Tatto argumenta que a utilização de receitas oriundas da exploração do petróleo para o custeio da tarifa zero representa uma forma de direcionar recursos provenientes de um recurso finito para benefícios de alcance coletivo.

A proposta insere no debate sobre mobilidade urbana uma alternativa de financiamento para sistemas de transporte público. O tema tem sido discutido por municípios que adotaram ou estudam modelos de gratuidade total ou parcial para os usuários do transporte coletivo.

Nos últimos anos, a tarifa zero passou a integrar discussões relacionadas ao financiamento do transporte público em diferentes regiões do país. Diversas cidades implementaram programas de gratuidade, utilizando fontes distintas de custeio para garantir a manutenção dos serviços.

O projeto aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano busca estabelecer uma fonte específica de recursos vinculada à arrecadação gerada pela atividade petrolífera. A proposta determina que apenas a parcela dos royalties acima dos percentuais definidos seja destinada ao financiamento da política de gratuidade.

A aprovação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares presentes na comissão. O resultado permite que a matéria avance para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

A tarifa zero é uma das pautas defendidas pelo deputado Jilmar Tatto. O tema também integra discussões relacionadas à formulação de propostas para a área de mobilidade urbana em âmbito nacional.

Com o avanço da proposta na Câmara dos Deputados, o projeto passa a depender da análise do plenário da Casa. Se aprovado pelos deputados, o texto seguirá para apreciação dos senadores, conforme o rito legislativo previsto para projetos de lei de iniciativa parlamentar.

Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo

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