Preço do óleo diesel cai pela quarta vez seguida no Brasil

Preço do óleo diesel cai pela quarta vez seguida no Brasil

Nova redução no preço do óleo diesel ocorre em meio aos impactos acumulados sobre empresas de transporte rodoviário, logística e cargas no país

O preço do óleo diesel voltou a registrar queda no Brasil e chegou à quarta redução consecutiva em 2026. O movimento acompanha alterações promovidas pela Petrobras nas refinarias e mudanças nos valores internacionais do petróleo e derivados. Apesar da sequência de reduções, representantes dos setores de transporte e logística afirmam que os custos operacionais ainda seguem pressionados pelos reajustes acumulados nos últimos períodos.

A Petrobras anunciou nova redução nos preços de venda do diesel para as distribuidoras. Segundo a estatal, o ajuste entrou em vigor nesta segunda-feira (12) e representa diminuição de R$ 0,12 por litro no valor médio do combustível vendido às empresas distribuidoras. Com a alteração, o preço médio do diesel A passou de R$ 3,43 para R$ 3,31 por litro nas refinarias.

De acordo com a Petrobras, considerando a composição obrigatória de biodiesel prevista na mistura comercializada nos postos, a parcela da estatal no preço final ao consumidor deverá cair para aproximadamente R$ 2,85 por litro do diesel B. A empresa informou ainda que a redução acumulada no preço do combustível desde dezembro de 2022 chega a R$ 1,18 por litro, valor equivalente a queda de 26,3%.

Mesmo com a sequência de reduções, entidades ligadas ao transporte rodoviário afirmam que os custos do setor continuam elevados. O diesel representa uma das principais despesas operacionais das empresas de ônibus, transportadoras de cargas e operadores logísticos. Em muitos casos, o combustível responde por parcela significativa dos gastos mensais das operações.

Representantes do setor apontam que os efeitos dos reajustes anteriores ainda permanecem incorporados aos contratos, tarifas e custos logísticos. Além do diesel, empresas também enfrentam despesas relacionadas a pneus, manutenção, peças, seguros e folha de pagamento, fatores que seguem impactando a composição de custos operacionais do transporte rodoviário.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio do diesel ao consumidor ainda apresenta diferenças regionais em diversos estados brasileiros. Em algumas localidades, os valores seguem acima das médias históricas registradas antes do ciclo recente de altas do petróleo no mercado internacional.

No transporte rodoviário de cargas, associações do setor afirmam que a volatilidade do diesel influencia diretamente o cálculo do frete e os custos das operações. Empresas transportadoras destacam que contratos de longo prazo frequentemente incluem mecanismos de reajuste vinculados às oscilações do combustível. A redução recente, entretanto, ainda não elimina os impactos acumulados sobre a cadeia logística.

O setor de transporte coletivo urbano e rodoviário também acompanha os reajustes do diesel devido aos efeitos diretos sobre o equilíbrio financeiro das operações. Empresas de ônibus apontam que o combustível está entre os itens mais relevantes da estrutura de custos do transporte de passageiros, ao lado de salários, encargos trabalhistas e manutenção de frota.

Nos sistemas urbanos, operadores relatam que parte dos contratos de concessão prevê revisões tarifárias relacionadas às variações do preço do diesel. Em algumas cidades, os reajustes do combustível são utilizados como parâmetro nos cálculos das tarifas técnicas dos sistemas de transporte coletivo.

A redução no diesel também é acompanhada pelo setor agrícola, que depende do combustível para operações de transporte, máquinas e escoamento da produção. Entidades do agronegócio afirmam que alterações no preço do diesel influenciam custos de produção e logística em diferentes regiões do país.

Segundo especialistas do mercado de combustíveis, os preços internos seguem relacionados às oscilações internacionais do petróleo, à taxa de câmbio e às políticas comerciais adotadas pelas refinarias. O comportamento do mercado internacional continua sendo monitorado por empresas de transporte, distribuidoras e operadores logísticos devido aos impactos diretos sobre os custos operacionais.

Levantamentos do setor apontam que as reduções recentes do diesel podem gerar efeitos graduais sobre fretes e operações de transporte, dependendo da dinâmica regional dos mercados, dos contratos vigentes e da velocidade de repasse dos preços pelas distribuidoras e postos de combustíveis.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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