Prefeitura afirma que 8.814 veículos foram disponibilizados no domingo; partidos contestaram o percentual de frota em circulação
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (27) que 71% dos ônibus circularam pela cidade durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
Segundo o prefeito, foram disponibilizados 8.814 ônibus para o transporte público durante o dia de votação. A frota total da cidade é de aproximadamente 12 mil veículos.
A circulação dos ônibus foi alvo de questionamentos durante o segundo turno, em meio a relatos de dificuldades para o deslocamento de eleitores em São Paulo e em outras cidades.
Prefeitura afirma que 3,2 milhões de pessoas foram transportadas
De acordo com Nunes, a frota disponibilizada representou cerca de 8 milhões de assentos ao longo do domingo.
O prefeito afirmou ainda que aproximadamente 3,2 milhões de passageiros foram transportados durante o segundo turno. Segundo os dados apresentados por ele, o número seria semelhante ao registrado no primeiro turno.
A Prefeitura sustentou que a quantidade de ônibus disponibilizada superou a demanda registrada durante a votação.
Justiça determinou circulação de 100% da frota
Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral havia determinado que a Prefeitura de São Paulo colocasse em circulação, no domingo, 100% da frota operacional prevista para os dias úteis.
A decisão foi tomada em uma ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. A determinação estabeleceu multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento.
Durante o dia da votação, o PT de São Paulo afirmou que apenas 60% da frota prevista estava circulando. O partido também relatou dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.
Horário de votação foi ampliado pelo STF
A redução da oferta de transporte público em diferentes cidades, especialmente São Paulo e Salvador, também entrou no contexto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário de votação até as 19h em todo o país diante dos problemas relacionados ao transporte. Posteriormente, a determinação foi restringida às seções eleitorais que ainda permaneciam abertas.
Pedido de prisão foi rejeitado pela Justiça Eleitoral
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
O pedido foi negado pela Justiça Eleitoral. O entendimento apresentado na decisão foi de que não havia elementos concretos que caracterizassem uma situação de flagrante.
O debate sobre a circulação dos ônibus ocorreu durante a votação do segundo turno, quando a oferta de transporte público foi questionada por partidos e grupos envolvidos no processo eleitoral.
Ricardo Nunes apoiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial do segundo turno, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo/Ilustração
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