G7 anuncia liberação de 100 milhões de barris de reservas de diesel e petróleo

G7 anuncia liberação de 100 milhões de barris de reservas de diesel e petróleo

A decisão foi tomada após uma reunião de emergência do grupo, com apoio da Agência Internacional de Energia

O G7 anunciou nesta sexta-feira, 2 de outubro, a liberação de 100 milhões de barris das reservas estratégicas de diesel e petróleo bruto. A medida busca conter a alta dos preços dos combustíveis e estabilizar o mercado.

A decisão foi tomada após uma reunião de emergência do grupo, com apoio da Agência Internacional de Energia.

A pressão sobre o mercado de combustíveis ocorre em meio à redução do fluxo comercial de petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia.

Conflitos reduzem oferta de petróleo

A redução do fluxo comercial de petróleo afetou a oferta disponível no mercado internacional.

Com menor disponibilidade, os preços dos combustíveis avançaram em diferentes mercados.

No Reino Unido, o preço do diesel acumulava alta de 40% desde o início da guerra contra o Irã. Nesta sexta-feira, o litro chegou a duas libras, valor equivalente a cerca de R$ 14.

A elevação dos preços afeta não apenas os consumidores que abastecem seus veículos. O aumento também interfere nos custos de produtores rurais e do transporte rodoviário, com reflexos sobre outros setores da economia.

Liberação das reservas será coordenada

A decisão do G7 prevê uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto.

A medida conta com o apoio da Agência Internacional de Energia e foi anunciada como uma ação para aumentar a oferta no mercado e reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis.

O gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, informou que a liberação terá início imediatamente.

Uma quantidade substancial dos estoques deverá ser colocada no mercado nos primeiros 20 dias. A operação está prevista para se estender por quatro meses.

Pressão dos Estados Unidos envolveu reservas europeias

Antes da decisão do G7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vinha pressionando os parceiros europeus para que liberassem parte de suas próprias reservas estratégicas.

A discussão ocorreu em meio à preocupação com a disponibilidade de combustíveis e com a evolução dos preços nos mercados internacionais.

Trump também havia considerado a possibilidade de adotar medidas relacionadas às exportações americanas.

A União Europeia criticou a possibilidade de redução das exportações dos Estados Unidos. A avaliação apresentada pelo bloco foi de que uma medida desse tipo poderia ampliar a escassez e afetar o mercado internacional.

G7 reúne principais economias

O G7 reúne países como França, Alemanha e Itália e concentra algumas das maiores economias do mundo.

A reunião extraordinária ocorreu diante da pressão sobre o mercado de combustíveis e da necessidade de ampliar a oferta de petróleo e derivados.

A liberação das reservas estratégicas foi definida como uma ação conjunta, com participação dos países integrantes do grupo e apoio da Agência Internacional de Energia.

A medida anunciada prevê a disponibilização dos estoques ao longo dos meses seguintes, com uma concentração inicial da oferta nos primeiros 20 dias.

A decisão também ocorreu enquanto os preços do diesel registravam alta em mercados europeus e norte-americanos, em meio aos efeitos dos conflitos sobre o comércio internacional de petróleo.

Foto: Arquivo/PORTAL UNIBUS/Ilustração

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