Rio Grande do Norte tem 88,4 km em projetos de prioridade aos ônibus no Plano CNT

Rio Grande do Norte tem 88,4 km em projetos de prioridade aos ônibus no Plano CNT

Carteira do Plano CNT reúne 88,4 quilômetros de projetos para priorização do transporte coletivo no estado

O Rio Grande do Norte possui 88,4 quilômetros de projetos de sistemas de prioridade aos ônibus, com investimentos estimados em R$ 2,63 bilhões, de acordo com a carteira apresentada no Plano CNT 2026. Os projetos incluem intervenções como BRT, corredores exclusivos e outras soluções destinadas a priorizar o transporte coletivo no trânsito urbano.

A carteira da Confederação Nacional do Transporte (CNT) reúne projetos em diferentes estágios. A relação contempla desde propostas e estudos até licitações, obras em andamento e intervenções paralisadas. Portanto, os valores apresentados não significam que todos os empreendimentos estejam contratados ou tenham recursos garantidos.

No caso do Rio Grande do Norte, os projetos relacionados ao transporte coletivo estão concentrados principalmente na Região Metropolitana de Natal. A carteira nominal que serviu de base para a atualização do plano já incluía propostas de implantação de BRT e de corredores estruturantes na área metropolitana.

Plano CNT reúne projetos de BRT e corredores na Grande Natal

A classificação utilizada pelo Plano CNT para os sistemas de priorização dos ônibus engloba diferentes tipos de intervenção. Entre eles estão BRT, BRS, VLP, corredores exclusivos e faixas exclusivas para o transporte coletivo.

Também podem ser consideradas intervenções de adequação, como recuperação e modernização de sistemas existentes, além de obras relacionadas a pavimento, sinalização e estrutura operacional.

No Rio Grande do Norte, a carteira de 2026 totaliza 88,4 quilômetros nessa categoria. O valor estimado para os projetos é de R$ 2,63 bilhões.

A dimensão consolidada apresentada na edição de 2026 é superior à de algumas propostas que integravam versões anteriores da carteira. A diferença está relacionada à atualização, ampliação e inclusão de projetos ao longo do processo de levantamento.

O quadro estadual de 2026 não apresenta uma nova linha de metrô ou trem urbano classificada como construção no Rio Grande do Norte.

Plano CNT não apresenta carteira específica para compra de ônibus

Os projetos de priorização do transporte coletivo apresentados pela CNT não representam uma carteira específica para aquisição ou renovação de frota.

O Plano CNT 2026 não individualiza investimentos destinados à compra de ônibus nem informa quantos veículos elétricos, a gás ou a diesel estariam associados aos valores previstos para os corredores.

Dessa forma, os R$ 2,63 bilhões relacionados ao Rio Grande do Norte correspondem aos projetos classificados como sistemas de priorização aos ônibus, e não a um programa estadual específico de renovação da frota.

Maranhão tem projetos entre São Luís e municípios da região metropolitana

No Maranhão, o Plano CNT contabiliza 51,2 quilômetros de sistemas de priorização dos ônibus, com investimentos estimados em R$ 2,03 bilhões.

Entre os projetos que compuseram a carteira utilizada para a atualização estão o corredor exclusivo pela Avenida Metropolitana, entre São Luís e Raposa, e o BRT Metropolitano entre São Luís e Paço do Lumiar.

A configuração anterior desses projetos previa 26,5 quilômetros para o corredor entre São Luís e Raposa e 7,2 quilômetros para o BRT entre São Luís e Paço do Lumiar. A extensão consolidada na edição de 2026 é maior, refletindo a atualização da carteira.

Piauí combina corredores de ônibus e projetos ferroviários

O Piauí possui 51,6 quilômetros de sistemas de priorização aos ônibus, com valor estimado em R$ 1,36 bilhão.

A carteira também apresenta 2,5 quilômetros classificados como metrô ou trem urbano, além de 13,5 quilômetros de recuperação ferroviária urbana.

Em Teresina, projetos anteriores da carteira incluem corredores como Norte II, Sul I e Leste-Sudeste, além de ligações estruturais entre diferentes regiões da capital. A relação também contempla intervenções relacionadas ao sistema ferroviário urbano.

Assim, o conjunto de projetos do estado reúne intervenções tanto no transporte coletivo sobre pneus quanto na infraestrutura ferroviária urbana.

Ceará tem projetos de ônibus, metrô, VLT e recuperação ferroviária

O Ceará apresenta uma das carteiras mais diversificadas entre os estados nordestinos.

São 6,3 quilômetros de adequação de sistemas de prioridade aos ônibus, com R$ 319,8 milhões, e 36,8 quilômetros de novas implantações, estimados em R$ 2,05 bilhões.

Na infraestrutura sobre trilhos, o plano registra 12,4 quilômetros de metrô ou trem urbano, com R$ 5,89 bilhões. Também são apontados 8,9 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, avaliados em R$ 1,25 bilhão, além de 19,5 quilômetros de recuperação ferroviária urbana, com R$ 6,89 bilhões.

Entre os projetos que compuseram a carteira estão corredores estruturais de ônibus em Fortaleza e intervenções relacionadas à expansão e modernização da rede metroferroviária e dos VLTs metropolitanos.

Paraíba concentra projetos de ônibus em João Pessoa

A Paraíba soma 116,1 quilômetros de implantação de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, com investimentos estimados em R$ 2,19 bilhões.

Entre os projetos que integram a carteira está o sistema de BRT de João Pessoa, estruturado em diferentes eixos da capital e de sua área de influência.

O quadro de 2026 não registra construção de metrô ou trem urbano no estado. Dessa forma, os projetos de mobilidade coletiva apresentados estão concentrados nos sistemas de transporte sobre pneus.

Pernambuco tem corredores no Grande Recife e projetos sobre trilhos

Pernambuco registra 104,6 quilômetros de sistemas de prioridade para ônibus, com valor estimado em R$ 4,34 bilhões.

O estado também possui 87,8 quilômetros de projetos classificados como VLT, monotrilho ou aeromóvel, estimados em R$ 11,37 bilhões.

Entre os projetos que já integravam a carteira estão o Corredor III Perimetral, o Corredor Radial Sul, o BRT da Avenida Norte/Miguel Arraes, o Corredor IV Perimetral e intervenções na Avenida Agamenon Magalhães.

A Região Metropolitana do Recife também aparece entre as áreas contempladas pela carteira de mobilidade urbana, com projetos relacionados à modernização do sistema metroferroviário e à implantação de corredores de transporte coletivo.

Alagoas tem projetos de ônibus e 23,8 km de VLT

Em Alagoas, o Plano CNT apresenta 2,6 quilômetros de adequação e 39,8 quilômetros de implantação de sistemas de prioridade aos ônibus.

Na categoria de VLT, monotrilho ou aeromóvel, são 23,8 quilômetros, com investimentos estimados em R$ 2,30 bilhões.

A carteira ferroviária urbana do estado inclui projetos relacionados a Maceió e Rio Largo, além de intervenções no sistema urbano da capital.

Sergipe tem 40 km previstos para recuperação ferroviária

Sergipe não apresenta, na tabela de 2026, projetos urbanos de implantação de sistemas de prioridade aos ônibus. O estado também não possui novos projetos classificados como construção de metrô, VLT ou trem urbano.

Por outro lado, a carteira registra 40 quilômetros de recuperação ferroviária, associados a projetos que já apareciam no levantamento da CNT para o trecho entre São Cristóvão e Laranjeiras.

O estado também possui projetos em outras áreas da infraestrutura, incluindo rodovias, aeroportos e terminais.

Bahia reúne corredores de ônibus, metrô e VLT

Na Bahia, são 20,4 quilômetros de sistemas de priorização aos ônibus, com investimentos estimados em R$ 671,7 milhões. A carteira também registra 12,4 quilômetros de adequação de vias urbanas.

Nos sistemas sobre trilhos, aparecem 3 quilômetros de metrô ou trem urbano e 100,9 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, com valor estimado em R$ 9,53 bilhões.

Entre os projetos que ajudam a identificar a composição da carteira estão corredores estruturantes de Salvador, intervenções relacionadas ao antigo eixo ferroviário do Subúrbio e projetos de ampliação e integração da rede metroferroviária da Região Metropolitana de Salvador.

O projeto do Subúrbio passou por diferentes configurações ao longo dos anos. Por isso, o valor consolidado apresentado para a categoria não corresponde necessariamente ao custo de uma única intervenção.

Plano CNT reúne carteira nacional de projetos de mobilidade

Em todo o país, o Plano CNT 2026 contabiliza 207 projetos de implantação ou adequação de sistemas de prioridade aos ônibus, que somam 2.726,83 quilômetros e investimentos estimados em R$ 87,35 bilhões.

A carteira também reúne 83 projetos ferroviários urbanos, totalizando 1.411,9 quilômetros e aproximadamente R$ 410,54 bilhões. Nessa categoria estão incluídos metrôs, trens, VLTs, monotrilhos, aeromóveis e projetos de recuperação ferroviária.

A edição de 2026 foi elaborada a partir de projetos não concluídos do Plano CNT de 2018, que foram mantidos, atualizados ou complementados. Também foram incorporados empreendimentos relacionados ao Novo PAC, a planos nacionais e setoriais e ao Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU).

O levantamento utilizado pela CNT foi fechado com informações disponíveis entre fevereiro e maio de 2026.

A relação nominal de projetos utilizada para a atualização serve como referência para a composição da carteira. Assim, a identificação de um empreendimento não significa necessariamente que ele mantenha, em 2026, o mesmo traçado, valor ou estágio registrado em versões anteriores do planejamento.

Fotos: Divulgação/Portal UNIBUS

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