Levantamento do BNDES e do Ministério das Cidades destaca a Região Metropolitana de Goiânia pela governança compartilhada, integração tarifária e investimentos na Nova RMTC
O transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia foi apontado como um dos sistemas mais avançados do Brasil em governança e integração tarifária, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
O levantamento analisou 21 regiões metropolitanas brasileiras e concluiu que apenas Goiânia, Grande Vitória e Recife apresentam alto nível de coordenação institucional. Entre elas, Goiânia se destaca por possuir integração tarifária completa, característica que a coloca como referência nacional na organização do transporte público metropolitano.
O reconhecimento ocorre após a reestruturação promovida pelo Governo de Goiás por meio da Nova Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (Nova RMTC), programa que reúne investimentos em renovação da frota, modernização da infraestrutura, ampliação da integração e manutenção da tarifa.
Estudo destaca modelo de governança do transporte
Segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, a Região Metropolitana de Goiânia possui um modelo de gestão baseado em governança compartilhada entre o Governo de Goiás e os municípios integrantes da rede.
O levantamento aponta que o sistema conta com uma empresa pública interfederativa responsável pela gestão da operação, uma agência reguladora unificada e um sistema de bilhetagem totalmente integrado.

Na prática, o passageiro utiliza um único cartão para acessar toda a rede de transporte coletivo e pode realizar até oito embarques pagando apenas uma tarifa, conforme as regras de integração vigentes.
Para o BNDES e o Ministério das Cidades, esse modelo reduz a fragmentação administrativa do sistema e favorece a coordenação entre os diferentes entes responsáveis pelo transporte metropolitano.
Nova RMTC reúne investimentos de R$ 1,7 bilhão
O estudo também relaciona o desempenho do sistema aos investimentos realizados por meio da Nova Rede Metropolitana de Transporte Coletivo.
O programa prevê investimentos de R$ 1,7 bilhão destinados à modernização da operação na Região Metropolitana de Goiânia.
Entre as ações previstas estão:
- Renovação integral da frota com 1,3 mil novos ônibus;
- Veículos equipados com ar-condicionado, Wi-Fi, câmeras de segurança e tecnologia embarcada;
- Reconstrução dos terminais de integração;
- Modernização das estações do Eixo Anhanguera;
- Recuperação de milhares de pontos de parada;
- Ampliação dos corredores exclusivos para ônibus.
Segundo o Governo de Goiás, as medidas buscam melhorar a qualidade da operação e ampliar a atratividade do transporte coletivo para a população.
Tarifa permanece em R$ 4,30 desde 2019
Outro aspecto destacado pelo estudo é a política de subsídio tarifário adotada pelo Governo de Goiás em parceria com os municípios da Região Metropolitana.
Segundo o levantamento, o aporte financeiro permite que a tarifa paga pelos usuários permaneça em R$ 4,30 desde 2019.

De acordo com as informações apresentadas, Goiânia é a única capital brasileira que manteve o mesmo valor da passagem durante esse período, mesmo com a implantação de melhorias no sistema.
Somente em 2025, o Governo de Goiás destinou aproximadamente R$ 500 milhões para garantir o subsídio tarifário e viabilizar os investimentos previstos na Nova RMTC.
Sistema recuperou número de passageiros após a pandemia
O estudo também destaca que Goiânia foi uma das poucas capitais brasileiras que recuperaram o volume de passageiros transportados após a pandemia de Covid-19.
Segundo o levantamento, esse resultado está relacionado ao modelo de governança adotado na Região Metropolitana, à integração tarifária e aos investimentos contínuos na infraestrutura do sistema.
A combinação desses fatores, segundo o documento, contribuiu para ampliar a utilização do transporte coletivo e fortalecer a operação metropolitana.
Modelo pode servir de referência para outras regiões
Na avaliação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Ministério das Cidades, a experiência desenvolvida na Região Metropolitana de Goiânia demonstra que a combinação entre governança compartilhada, integração tarifária e investimentos permanentes em infraestrutura contribui para tornar o transporte público mais eficiente.
O estudo aponta que esse modelo institucional favorece a coordenação entre os diferentes entes públicos, reduz a fragmentação da gestão e cria condições para a realização de novos investimentos.
Especialistas ouvidos durante a elaboração do levantamento afirmam que a organização adotada em Goiás melhora a qualidade dos serviços prestados, amplia a atratividade do transporte coletivo para os usuários e fortalece a sustentabilidade operacional do sistema.
Com esse desempenho, a Região Metropolitana de Goiânia figura entre as três regiões metropolitanas brasileiras classificadas pelo estudo com alto nível de coordenação institucional, ao lado da Grande Vitória e do Recife, sendo uma das únicas a contar com integração tarifária completa em toda a rede.
Fotos: Alex Malheiros / divulgação/SET / Secom / Prefeitura de Goiânia
Siga o Portal UNIBUS nas redes sociais





