Rio Grande do Norte chega a quase um veículo para cada dois moradores, segundo Detran

Rio Grande do Norte chega a quase um veículo para cada dois moradores, segundo Detran

Levantamento mostra que estado atingiu taxa de 48,8 veículos para cada 100 moradores e já possui cerca de 1,7 milhão de veículos registrados

O Rio Grande do Norte está cada vez mais próximo de registrar um veículo para cada dois habitantes. Levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN) mostra que o estado encerrou 2025 com uma taxa de motorização de 48,8 veículos para cada 100 moradores, índice que representa uma frota de 1.686.150 veículos para uma população estimada em 3.455.236 habitantes.

Na prática, o percentual indica que o estado já se aproxima da proporção de um veículo para cada dois habitantes. Os dados também mostram que, em 2026, a frota estadual já atingiu aproximadamente 1,7 milhão de veículos, mantendo a trajetória de crescimento observada nos últimos anos.

Embora Natal, Mossoró e Parnamirim concentrem o maior número absoluto de veículos, alguns municípios de menor porte apresentam taxas de motorização bem superiores à média estadual.

Municípios pequenos lideram taxa de motorização

Entre os municípios potiguares, Jaçanã aparece na primeira posição do ranking, com 93,1 veículos para cada 100 habitantes. Em seguida estão Pau dos Ferros, com 90,9, e Caicó, com 87,7 veículos por 100 moradores.

Já entre as cidades com maior volume de veículos registrados, Mossoró possui a maior taxa de motorização, com 77 veículos para cada 100 habitantes. Natal registra índice de 59,4, enquanto Parnamirim chega a 51,7 veículos por 100 moradores.

Os dados mostram que municípios com população menor podem apresentar taxas mais elevadas, ainda que possuam uma frota significativamente inferior à das maiores cidades do estado.

Frota continua em crescimento no estado

Segundo dados atualizados pelo Detran, Natal permanece como o município com a maior frota de veículos do Rio Grande do Norte, totalizando 480.271 registros. Mossoró aparece na segunda posição, com 222.299 veículos, seguida por Parnamirim, com 146.593.

O crescimento da frota amplia os desafios relacionados à mobilidade urbana, especialmente nos centros urbanos de maior porte, onde a expansão da infraestrutura viária possui limitações.

Estudos sobre mobilidade também relacionam o aumento da quantidade de veículos aos impactos ambientais decorrentes das emissões associadas ao transporte individual, além das dificuldades para manter a fluidez do trânsito em áreas urbanas.

Pesquisadores da área apontam que o enfrentamento desse cenário passa por políticas que ampliem a atratividade do transporte público e incentivem outras formas de deslocamento.

Motocicletas impulsionam aumento da frota em cidades menores

Nos municípios de menor porte, o crescimento da frota tem sido influenciado pela expansão do número de motocicletas.

Especialistas associam esse movimento ao menor custo de aquisição desse tipo de veículo e à oferta reduzida de transporte coletivo em diversas localidades. Nesse contexto, muitos moradores recorrem às motocicletas como principal alternativa para deslocamentos diários.

Pesquisadores também alertam para desafios relacionados à segurança viária, destacando a importância da utilização dos equipamentos obrigatórios e do cumprimento da legislação de trânsito.

Especialistas em legislação observam ainda que ações de engenharia de tráfego, educação e fiscalização precisam atuar de forma integrada para enfrentar os problemas relacionados ao trânsito.

Taxa de motorização exige análise individual dos municípios

O Detran ressalta que a taxa de motorização representa apenas a relação entre o número de veículos registrados e a população de cada município, não significando, necessariamente, que essas cidades enfrentem maior volume de trânsito ou congestionamentos.

Em municípios com poucos habitantes, por exemplo, a proximidade entre o número de veículos e o total da população faz com que o indicador seja mais elevado, mesmo quando a circulação diária é reduzida.

Por esse motivo, especialistas defendem que os dados sejam analisados de forma individualizada, considerando fatores como população, infraestrutura viária, oferta de transporte público e características locais.

Municipalização do trânsito avança no RN

Outro ponto destacado pelos especialistas é a ampliação da municipalização do trânsito, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que permite aos municípios assumir atribuições relacionadas à engenharia, fiscalização, educação e gestão do trânsito.

Atualmente, 29 dos 167 municípios potiguares possuem trânsito municipalizado. Entre eles estão Natal, Mossoró, Parnamirim e Caicó.

Informações repassadas pelas administrações municipais indicam que Parnamirim desenvolve estudos para implantação de novos sistemas binários, intervenções viárias em Nova Parnamirim, substituição de semáforos por rotatórias em alguns trechos e continuidade do projeto Via Celeste.

Já o município de Caicó informou que realiza ações voltadas ao asfaltamento de vias e à adequação de áreas de estacionamento, com o objetivo de acompanhar o crescimento da circulação de veículos.

Foto: Arquivo/PORTAL UNIBUS/Ilustração

Siga o Portal UNIBUS nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.