Semob afirma que permanência dos profissionais no sistema de transporte coletivo é garantida por acordo coletivo firmado em 2024
A permanência dos cobradores no transporte público do Distrito Federal voltou ao centro do debate após a ampliação dos sistemas de bilhetagem eletrônica e a redução do uso de dinheiro em espécie nos ônibus. Em nota encaminhada ao portal Brasilianista, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob) informou que segue cumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com a categoria em setembro de 2024.
Segundo a pasta, a atuação dos cobradores no Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC) permanece garantida pelas regras estabelecidas no acordo firmado entre trabalhadores, empresas e o poder público.
O posicionamento ocorre em um cenário em que diversas cidades brasileiras passaram a operar sistemas de transporte sem a presença de cobradores, adotando modelos baseados em bilhetagem eletrônica, integração tarifária e meios digitais de pagamento.
Bilhetagem eletrônica mudou operação do transporte público
Nos últimos anos, diferentes sistemas de transporte coletivo do país passaram por processos de modernização que reduziram a circulação de dinheiro dentro dos ônibus.
No Distrito Federal, a substituição gradual do pagamento em espécie começou a ganhar força a partir de 2020 e avançou nos anos seguintes com a expansão dos sistemas eletrônicos de cobrança de tarifa.

Atualmente, a maior parte das linhas opera por meio de cartões e sistemas de bilhetagem eletrônica, sem a necessidade de cobrança em dinheiro dentro dos veículos.
A mudança alterou a dinâmica operacional do transporte público e reduziu uma das principais atribuições historicamente associadas à função de cobrador.
Apesar dessa transformação, a categoria permanece presente no sistema por força do acordo trabalhista firmado em 2024.
Semob afirma que acordo coletivo está em vigor
De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade, a manutenção dos cobradores integra os compromissos assumidos no Acordo Coletivo de Trabalho firmado em setembro de 2024.
O documento estabelece regras relacionadas à permanência dos profissionais no Sistema de Transporte Público Coletivo e define diretrizes para atuação da categoria dentro do modelo operacional atualmente adotado.
Segundo a pasta, o cumprimento do ACT é obrigatório e faz parte da política de gestão do transporte público do Distrito Federal.
A Semob afirma que o acordo busca conciliar as mudanças tecnológicas implementadas no sistema com os direitos trabalhistas negociados entre as partes envolvidas.
Caso em ônibus de Sobradinho reacende discussão
O tema voltou a ganhar repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais envolvendo uma cobradora da empresa Piracicabana em um ônibus que operava na região de Sobradinho.
O episódio foi divulgado inicialmente pelo portal Fercal News.
Nas imagens, a funcionária aparece envolvida em uma discussão com uma passageira dentro do coletivo. Conforme relatos que acompanharam a publicação do vídeo, a situação teria começado após um desentendimento cujo motivo não foi detalhado.
Durante a ocorrência, a cobradora aparece exaltada e profere uma frase direcionada à passageira antes de avançar em sua direção.
A divulgação do episódio gerou manifestações de usuários e trabalhadores do setor e trouxe novamente ao debate a presença dos cobradores no sistema de transporte público do Distrito Federal.
Acordo foi firmado durante gestão de Ibaneis Rocha
O acordo coletivo que assegura a manutenção dos cobradores foi firmado em setembro de 2024, durante a gestão do então governador Ibaneis Rocha.
O entendimento estabeleceu mecanismos para preservação dos postos de trabalho da categoria em um contexto de expansão da bilhetagem eletrônica e redução da circulação de dinheiro nos ônibus.
O ACT passou a regulamentar a permanência dos profissionais dentro do novo modelo operacional adotado pelo Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal.
Debate envolve mudanças no modelo operacional
A discussão sobre a função dos cobradores ocorre em paralelo às transformações observadas nos sistemas de transporte coletivo em diferentes regiões do país.
Diversas cidades passaram a adotar modelos baseados em pagamento eletrônico e validação digital das tarifas, reduzindo gradualmente a necessidade da cobrança manual dentro dos veículos.
No Distrito Federal, entretanto, a permanência da categoria segue respaldada pelo acordo coletivo atualmente em vigor.
Segundo a Semob, as regras estabelecidas no ACT continuam sendo observadas pelas empresas operadoras e pelo poder público, mantendo os cobradores integrados ao funcionamento do sistema de transporte coletivo da capital federal.
Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília
Siga o Portal UNIBUS nas redes sociais





