Passageiros dos ônibus municipais deverão utilizar cartões, Pix e outros meios eletrônicos após o encerramento do pagamento em espécie
A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou o encerramento do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais da capital a partir do dia 28 de junho. A medida integra o processo de transição para um modelo de bilhetagem baseado em meios eletrônicos e ocorre após decisão judicial que definiu o prazo para a implementação da mudança.
Com a alteração, os passageiros deixarão de utilizar dinheiro em espécie diretamente nos ônibus municipais. O pagamento das passagens passará a ocorrer por meio do sistema Jaé, em suas versões física e digital, além de outras formas eletrônicas disponibilizadas pela administração municipal.
A decisão foi anunciada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, e pelo secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes. Segundo a prefeitura, a data de 28 de junho foi estabelecida após determinação judicial que reconheceu a legalidade da mudança e autorizou a continuidade do processo de modernização da bilhetagem no sistema de transporte público municipal.
A implementação estava inicialmente prevista para ocorrer no fim de maio, mas o cronograma foi ajustado após manifestação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador José Roberto Portugal Compasso considerou legal a alteração no modelo de cobrança, mas determinou a ampliação do prazo de transição para que a mudança fosse implementada integralmente.
Pix e cartões passam a integrar sistema de pagamento
Além da retirada do dinheiro em espécie, a prefeitura ampliou a oferta de alternativas para o pagamento das passagens. O pagamento via Pix foi expandido para toda a frota municipal, enquanto os testes para utilização de cartões de débito e crédito diretamente nos validadores dos ônibus também passaram a fazer parte do processo de transição.
De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a mudança busca consolidar um sistema de arrecadação baseado em meios eletrônicos, permitindo que os usuários realizem o pagamento da tarifa sem a necessidade de utilizar dinheiro dentro dos veículos.
O sistema Jaé continuará sendo o principal instrumento de pagamento para os passageiros dos ônibus municipais. Após o encerramento do pagamento em espécie, o cartão físico, o aplicativo digital e os demais meios eletrônicos disponíveis passarão a concentrar a operação tarifária do sistema.
Mudança ocorre após decisão judicial
A oficialização da medida ocorreu após análise de ações judiciais relacionadas ao processo de implantação do novo modelo de bilhetagem. Segundo a prefeitura, a Justiça reconheceu que a alteração está inserida no contexto de modernização operacional do serviço público de transporte coletivo.
Durante o período de transição, o município informou que manteve a ampliação dos pontos de atendimento e recarga do sistema Jaé. A administração municipal também anunciou a expansão dos canais destinados à aquisição e utilização dos cartões necessários para acesso ao transporte público.
Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Transportes apontam que a maior parte das viagens realizadas no sistema já utiliza formas eletrônicas de pagamento. Segundo o município, aproximadamente 95% das passagens são pagas sem o uso de dinheiro em espécie.
O que muda para os passageiros
A partir de 28 de junho, os passageiros dos ônibus municipais do Rio de Janeiro não poderão mais efetuar o pagamento da tarifa diretamente em dinheiro dentro dos veículos. As viagens deverão ser pagas por meio do cartão Jaé, do aplicativo correspondente, via Pix ou por outras modalidades eletrônicas disponibilizadas pela prefeitura durante o processo de implementação.
A mudança também ocorre em conjunto com o encerramento da integração tarifária do cartão avulso verde nos benefícios do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM), conforme estabelecido pela decisão judicial que definiu o cronograma da transição.
Com a entrada em vigor da nova etapa, o sistema de transporte municipal da cidade passará a operar sem recebimento de dinheiro em espécie dentro dos ônibus, concluindo o cronograma estabelecido pela Prefeitura do Rio de Janeiro e validado pela Justiça.
Foto: Iago Campos
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