Sistema Jaé será obrigatório para integrações tarifárias entre ônibus urbanos
A Prefeitura do Rio de Janeiro detalhou nesta quinta-feira (14) como funcionará a transição para o sistema sem dinheiro nos ônibus municipais da cidade. A partir de 30 de maio, os passageiros não poderão mais pagar a passagem em espécie diretamente aos motoristas.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, atualmente apenas 9% das viagens realizadas no sistema são pagas em dinheiro. A administração municipal informou que a mudança busca tornar as viagens mais rápidas e aumentar a segurança dentro dos veículos, além de reduzir fraudes operacionais e encerrar a dupla função exercida pelos motoristas, que atualmente dirigem os ônibus e também recebem pagamentos e fornecem troco aos passageiros.
O novo modelo começará a ser testado na próxima segunda-feira (18), inicialmente na linha 634, que faz o trajeto Bananal–Saens Peña. Durante a fase de testes, os passageiros dessa linha só poderão embarcar utilizando os cartões Jaé, o aplicativo do sistema ou o cartão Riocard nos casos de integração intermunicipal.
De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, a medida tem como objetivo melhorar o fluxo de embarque nos coletivos e ampliar a segurança no transporte público municipal.
Segundo ele, a retirada da circulação de dinheiro dentro dos ônibus deverá tornar o embarque mais rápido e reduzir situações relacionadas ao manuseio de valores em espécie durante as viagens.
A prefeitura também informou que o modelo pretende reduzir fraudes e melhorar a operação do sistema de transporte coletivo urbano da cidade.
Com a mudança prevista para entrar em vigor no fim de maio, os ônibus municipais do Rio de Janeiro deixarão de aceitar pagamentos em dinheiro em todas as linhas operadas pelo sistema convencional. O pagamento das tarifas passará a ocorrer exclusivamente por meios eletrônicos, utilizando cartões específicos ou aplicativo digital.
Além disso, os motoristas deixarão de vender passagens e fornecer troco aos usuários. A prefeitura informou ainda que as integrações tarifárias entre ônibus municipais passarão a seguir novas regras dentro do sistema Jaé.
Os passageiros poderão utilizar diferentes modalidades do sistema para pagamento das viagens. Entre elas estão o cartão preto do Jaé, o cartão verde unitário do Jaé e o aplicativo oficial da plataforma. O cartão Riocard continuará sendo aceito apenas nos casos de integração intermunicipal.
Segundo a prefeitura, os usuários que utilizam integração tarifária entre ônibus municipais precisarão obrigatoriamente utilizar o cartão preto do Jaé, vinculado ao CPF do passageiro, ou o aplicativo do sistema. Os cartões verdes, que não possuem identificação pessoal, não permitirão integração tarifária entre ônibus municipais.
O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, afirmou que os cartões sem identificação aumentam o risco de fraudes operacionais no sistema de integração tarifária.
Segundo ele, como os cartões verdes não possuem associação ao CPF do usuário e funcionam ao portador, existe maior possibilidade de utilização irregular nas integrações entre viagens.
A prefeitura informou que turistas e visitantes também poderão utilizar o transporte coletivo sem necessidade de cadastro de CPF para viagens avulsas. Nesse caso, estarão disponíveis o cartão verde unitário e o aplicativo Jaé para pagamento das passagens.
A administração municipal informou ainda que a cidade possui cerca de 2 mil pontos de recarga distribuídos em diferentes regiões. Parte desses locais aceita pagamento em dinheiro para inserção de créditos nos cartões do sistema. Também será possível realizar recargas diretamente pelo aplicativo.
Segundo a prefeitura, a experiência já utilizada no sistema BRT serviu como referência para ampliação do modelo aos ônibus municipais convencionais. Atualmente, os corredores do BRT já operam sem circulação de dinheiro em espécie dentro dos veículos e estações.
A mudança integra o processo de digitalização do sistema de transporte público municipal do Rio de Janeiro, com foco na centralização dos pagamentos em meios eletrônicos e na reorganização operacional do embarque nos ônibus urbanos.
Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio
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