Do PORTAL UNIBUS
Foto: Reprodução (YouTube/Waguinho Guitar)
O trabalho com ônibus de turismo envolve desafios operacionais, custos elevados e pressão constante, conforme relato compartilhado por profissionais do setor. A rotina da atividade inclui despesas frequentes com manutenção, dificuldades na composição de preços e impactos relacionados ao desgaste mental.
O empresário Waguinho Guitar, proprietário de um ônibus de turismo há cerca de três anos, descreve a atividade como exigente do ponto de vista financeiro e operacional. Segundo ele, manter o veículo em circulação demanda investimentos contínuos, com despesas que nem sempre são compensadas pela receita obtida.
De acordo com o relato, mesmo com manutenção preventiva e acompanhamento técnico, problemas mecânicos ocorrem de forma recorrente. Ele informa que os custos com reparos podem atingir valores elevados em sequência, além de gastos com pneus, combustível e outros insumos necessários para a operação.
Custos operacionais e concorrência impactam atividade
Outro fator apontado é a dinâmica de preços no mercado. Segundo o empresário, há empresas que praticam valores mais baixos para a realização de serviços, o que influencia a média de preços e afeta a competitividade. Nesse cenário, operadores que mantêm rotinas de manutenção e buscam atender exigências de segurança enfrentam dificuldades para equilibrar custos e receitas.
O relato também aborda a percepção sobre empresas que operam com veículos mais novos. De acordo com Waguinho, existe a ideia de que esses operadores possuem maior estrutura financeira, mas ele afirma que essa relação nem sempre corresponde à realidade observada no setor.
Mão de obra e manutenção ampliam desafios
A disponibilidade de mão de obra é outro ponto citado. Segundo o empresário, há dificuldade na contratação de motoristas com nível de comprometimento adequado para a atividade. Ele destaca que a condução e o cuidado com o veículo impactam diretamente nos custos de manutenção e no desempenho da operação.
Além dos fatores financeiros e operacionais, o relato aponta o impacto emocional da atividade. A rotina de responsabilidades, aliada à frequência de problemas e à pressão por resultados, tem reflexos no desgaste mental de profissionais do setor.
Waguinho menciona ainda o caso de um colega que optou por deixar a atividade empresarial e retornar ao trabalho como empregado. Segundo ele, a decisão foi motivada pela busca por uma rotina com menor nível de pressão.
Mesmo diante das dificuldades apontadas, o empresário informa que segue atuando no segmento, mantendo o veículo em operação e atendendo clientes. Ele também destaca que a atividade exige planejamento e preparo por parte de quem pretende ingressar no setor, diferente da imagem frequentemente apresentada nas redes sociais.





