Paralisação dos trabalhadores da Nova Macapá começou na quinta-feira (15) e ocorre após descumprimento de acordo sobre pagamentos e benefícios
A greve de ônibus em Macapá chegou ao quinto dia nesta segunda-feira (19), mantendo parte do transporte coletivo da capital do Amapá fora de operação. Os trabalhadores da empresa Nova Macapá iniciaram a paralisação na quinta-feira (15), após alegarem o não cumprimento de um acordo relacionado ao pagamento de salários e benefícios.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o vale-alimentação, de pouco mais de R$ 700, permanece atrasado. Os salários, por outro lado, teriam sido regularizados na quinta-feira, data de início da paralisação.
A Nova Macapá responde por parte significativa do transporte coletivo da capital. Na sexta-feira (16), apenas 13 dos 47 ônibus da empresa estavam circulando, segundo as informações divulgadas durante a paralisação.
Greve de ônibus em Macapá é a terceira em menos de dois meses
A atual paralisação é a terceira mobilização dos trabalhadores da Nova Macapá em menos de dois meses.
A primeira ocorreu em 10 de setembro e durou pouco mais de 24 horas. A segunda foi registrada em 8 de outubro. Na ocasião, trabalhadores e empresa firmaram um acordo com prazo para cumprimento até 14 de outubro.
De acordo com o sindicato, o compromisso não foi cumprido integralmente, levando à nova paralisação.
A entidade afirma que, além do atraso no vale-alimentação, existem outras pendências trabalhistas. Entre elas estão casos de trabalhadores que saíram de férias sem receber os valores correspondentes e ex-funcionários que ainda aguardam o pagamento das respectivas verbas rescisórias.
Apenas parte da frota está circulando
A paralisação reduziu a quantidade de ônibus disponíveis para os passageiros da capital.
A Nova Macapá possui 47 veículos na frota considerada no serviço. Na sexta-feira, apenas 13 estavam em circulação. O sindicato informou ainda que pelo menos 50 motoristas aderiram ao movimento.
A redução da oferta afeta principalmente localidades mais afastadas, que passaram a contar com menor atendimento durante a paralisação.
Outra empresa também atua no transporte coletivo de Macapá. A Expresso Macapá continuou operando normalmente, mas, segundo o sindicato, contava com 27 ônibus em circulação nas linhas regulares.
Prefeitura afirma que repasses estão em dia
A Prefeitura de Macapá, por meio da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), informou que os repasses financeiros destinados à Nova Macapá estão em dia.
Segundo a administração municipal, os pagamentos feitos à empresa incluem os valores destinados ao custeio das obrigações relacionadas aos trabalhadores. A Prefeitura também ressaltou que a responsabilidade pelo pagamento dos salários e benefícios é da própria operadora.
Ainda conforme a CTMac, a empresa havia sido formalmente notificada em 11 de outubro para regularizar os pagamentos e evitar uma nova paralisação.
Com o início da greve, a companhia informou que adotará as medidas judiciais cabíveis diante do que considera descumprimento das obrigações da operadora.
Impasse envolve empresa e trabalhadores
A Prefeitura afirmou que, diante da regularidade dos repasses públicos, a solução do conflito depende das negociações entre a Nova Macapá e seus funcionários.
A CTMac informou que continua acompanhando a situação e cobrando da empresa o cumprimento das obrigações para que o transporte coletivo seja normalizado.
Enquanto a paralisação continua, parte da frota permanece fora das ruas, afetando a oferta de viagens aos passageiros que dependem do transporte público em Macapá.
Foto: Jesiel Braga/PMM
Siga o Portal UNIBUS nas redes sociais





