Projeto de mobilidade urbana atende moradores de bairros da periferia com viagens gratuitas de até 2,5 km
A Prefeitura de Fortaleza informou que o projeto de mobilidade urbana com triciclos elétricos gratuitos alcançou a marca de 1.000 viagens realizadas nos bairros atendidos pela operação piloto em regiões da periferia da capital cearense. A iniciativa integra o projeto Mobilidade Cidadã e utiliza veículos elétricos, conhecidos popularmente como tuk-tuks, para deslocamentos curtos de até 2,5 quilômetros.
Segundo a administração municipal, a marca foi atingida nesta segunda-feira (11), após a ampliação da operação iniciada em 29 de abril, quando novos bairros passaram a integrar o serviço experimental coordenado pela Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza, conhecida como Citinova.
Atualmente, o sistema atende moradores dos bairros Siqueira, Parque São José, Vila Peri, Conjunto Ceará, Canindezinho, Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal e Bonsucesso.
O serviço funciona gratuitamente e foi desenvolvido para atender principalmente mulheres, idosos, mães atípicas, pessoas com deficiência e usuários com mobilidade reduzida que enfrentam dificuldades de deslocamento em trajetos curtos nas regiões periféricas da cidade.
De acordo com a prefeitura, os triciclos elétricos são utilizados para facilitar o acesso da população a serviços considerados essenciais, como unidades de saúde, escolas, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), terminais de ônibus, cozinhas solidárias, associações comunitárias e estabelecimentos comerciais locais.
O projeto integra a fase de testes da solução chamada “Vamos Juntos!”, que faz parte do Desafio Mobilidade Cidadã. A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Fortaleza em parceria com a Toyota Mobility Foundation, a WRI Brasil e a empresa ARVRA.

Segundo a prefeitura, a ampliação do projeto foi responsável pelo aumento da demanda registrada nas últimas semanas. Na fase inicial da operação, realizada entre outubro e novembro de 2025, o serviço havia registrado 245 viagens realizadas e atendimento direto a 72 usuários nos bairros Granja Portugal, Bom Jardim e Granja Lisboa.
Com a nova etapa, a operação passou a contar com oito triciclos elétricos distribuídos em estações móveis para atendimento da população nos bairros contemplados. O sistema opera mediante agendamento prévio e utiliza uma plataforma digital para validar os trajetos solicitados pelos usuários.
Para utilizar o serviço, o passageiro deve realizar cadastro por meio do WhatsApp disponibilizado pela operação. O usuário precisa informar o endereço e o trajeto desejado, que passa por análise do sistema para confirmação de que o percurso solicitado está dentro do limite operacional de até 2,5 quilômetros.
A prefeitura informou que somente moradores dos bairros contemplados podem utilizar os triciclos elétricos durante a fase de testes do projeto.
Além do atendimento à população, o projeto também contabiliza impactos ambientais relacionados à substituição de deslocamentos convencionais por veículos elétricos. Segundo a Citinova, a operação já evitou a emissão de aproximadamente 314 quilos de dióxido de carbono (CO₂) desde o início da implantação do sistema.
Durante a primeira etapa do projeto, a prefeitura informou que cerca de 30 quilos de CO₂ deixaram de ser emitidos com a utilização dos triciclos elétricos nos deslocamentos realizados pelos usuários.
A administração municipal também informou que avaliações realizadas com os passageiros apontaram percepção positiva em relação ao funcionamento do serviço. Segundo os dados divulgados anteriormente pela prefeitura, 97% dos participantes relataram sensação de maior segurança e conforto durante os deslocamentos, enquanto 96% afirmaram perceber melhora na qualidade de vida após utilização do transporte.
O coordenador especial de Apoio à Governança das Regionais (Cegor), Júlio Brasil, afirmou anteriormente que a iniciativa busca ampliar soluções de mobilidade voltadas às regiões periféricas da cidade.
O serviço segue em fase de avaliação operacional pela Prefeitura de Fortaleza e pelas instituições parceiras envolvidas no projeto de mobilidade urbana.
Foto: Beatriz Bley / Divulgação/Rede Vamos Juntos
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