Do PORTAL UNIBUS
Foto: Rovena Rosa (Agência Brasil)
Os motoristas de ônibus de São Paulo confirmaram a suspensão da greve prevista para sexta-feira (7). Com isso, todas as linhas da capital paulista operarão normalmente. A suspensão da greve foi decidida em assembleia realizada nesta quinta-feira (6), onde a decisão foi unânime.
No dia anterior, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) já havia desistido da paralisação após uma audiência na Justiça do Trabalho com a SPTrans e a SPUrbanuss, o sindicato que representa as concessionárias responsáveis pelo transporte na capital. Caso a greve fosse aprovada, cerca de 60 mil funcionários, incluindo motoristas, cobradores e operadores do setor de manutenção e fiscalização, seriam afetados.
O estado de greve, no entanto, está mantido até 30 de junho, prazo final estabelecido para a negociação entre os trabalhadores e as empresas de ônibus.
O sindicato reivindica um aumento salarial real e a reposição das perdas salariais ocorridas durante a pandemia. Especificamente, os motoristas propõem um reajuste salarial de 3,69%, baseado na inflação medida pelo IPCA, mais um aumento real de 5%. Segundo os sindicalistas, os empregadores ofereceram uma correção de 2,77%, com a composição da diferença pelo Salariômetro da Fipe, proposta que já havia sido rejeitada pela categoria em setembro.
Outras demandas incluem melhores horários de trabalho, plano de saúde e vale-alimentação. A reposição das perdas salariais na pandemia está estimada em 2,46%, de acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo a SPTrans, São Paulo possui 1.304 linhas de ônibus operadas por concessionárias, e a paralisação poderia impactar 4,3 milhões de usuários diários do transporte público. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) mencionou que até 7 milhões de pessoas poderiam ser prejudicadas.





