Vale lembrar: automatizado não é um automático genuíno, tecnicamente falando. O automatizado nada mais é que um câmbio manual com trocas realizadas por robôs, ao passo que o automático possui estrutura mais complexa e conta com conversor de torque. Aqui no Rio Grande do Norte, além dos cavalos mecânicos de empresas transportadoras, ônibus automatizados também apareceram pelas mãos das empresas Trampolim da Vitória, Parnamirim Field, Cidade das Dunas e Cidade do Natal, e algumas de turismo, como a Millennium.
São muitas as vantagens na utilização do sistema: menor esforço físico do operador, maior suavidade na troca das marchas, possibilidade de maior redução no consumo do combustível, só para citar algumas. No meio dos caminhões, operadoras modernas procuram muito essa tecnologia por causa de suas vantagens. O contra talvez fique pelo maior preço na aquisição do equipamento, e também pelo fato de exigir mão de obra especializada – o que acaba sendo positivo de certo ângulo.
Pena que ainda há resistência na utilização, sobretudo por parte das operadoras de ônibus urbanos. Sobretudo as mais antigas, acostumadas a equipamentos tradicionais que acabam sendo atrasados tecnologicamente. Os benefícios são inegáveis e fico na torcida para que as empresas inteligentes que já utilizam a tecnologia continuem a buscar esse tipo de inovação para suas frotas.
Enquanto isso, na Grande Natal: Em dias de planejamento para unificação da bilhetagem entre alternativos e ônibus urbanos em Natal, nada se fala sobre a unificação da bilhetagem na Grande Natal, algo que traria inúmeros benefícios para os passageiros e certamente ampliaria a capacidade de mobilidade das pessoas. Uma pena.



