Relatório da junta interventora aponta dívidas com bancos, fornecedores, financiamentos e tributos trabalhistas, além de mais de 190 ônibus acima da idade prevista em contrato
A junta interventora responsável pela administração do transporte coletivo de Campo Grande (MS) divulgou, na última segunda-feira (6), novos dados sobre a situação operacional e financeira do Consórcio Guaicurus. O levantamento aponta que o grupo acumula mais de R$ 20 milhões em dívidas, distribuídas entre empréstimos bancários, débitos com fornecedores, parcelas de financiamentos e tributos trabalhistas.
As informações foram apresentadas durante a intervenção no sistema de transporte coletivo da capital sul-mato-grossense e detalham o cenário financeiro enfrentado pelo consórcio, responsável pela operação do serviço de mobilidade urbana no município.
Relatório detalha composição das dívidas
De acordo com os números divulgados pela junta interventora, a maior parte do passivo está concentrada em operações bancárias. As dívidas com instituições financeiras somam R$ 14,8 milhões.

O relatório também aponta débitos de R$ 4,2 milhões com fornecedores de combustível e peças utilizadas na manutenção da frota.
Além disso, foram identificados R$ 825 mil referentes a parcelas em atraso de financiamentos de veículos e outros R$ 553 mil relacionados a impostos trabalhistas.
Os valores apresentados fazem parte do diagnóstico financeiro elaborado durante a intervenção no Consórcio Guaicurus.
Vereadores discutem encerramento do contrato
Após a divulgação dos dados, parte dos vereadores de Campo Grande passou a defender o encerramento do contrato firmado entre o município e o Consórcio Guaicurus.
A possibilidade passou a ser discutida na Câmara Municipal diante das informações apresentadas pela junta interventora sobre a situação financeira da concessionária responsável pelo transporte coletivo da capital.

Até o momento, os dados divulgados se referem ao levantamento realizado durante a intervenção e apresentados aos parlamentares.
Consórcio atribui cenário ao desequilíbrio econômico-financeiro
Em resposta à situação apresentada, o Consórcio Guaicurus informou que as dificuldades enfrentadas pela operação decorrem do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Segundo o grupo, esse cenário impacta a operação do sistema de transporte coletivo e a capacidade financeira da concessionária.
Frota também apresenta veículos acima do limite previsto
Além da situação financeira, o relatório divulgado pela junta interventora apresentou informações sobre a frota utilizada no transporte coletivo de Campo Grande.

De acordo com os dados apresentados na Câmara Municipal, mais de 190 ônibus circulam com tempo de uso superior a 10 anos, limite máximo estabelecido no contrato de concessão firmado entre o município e o Consórcio Guaicurus.
O levantamento integra os dados apresentados pela intervenção sobre as condições operacionais e financeiras da empresa responsável pelo transporte coletivo da capital de Mato Grosso do Sul.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande
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