Segundo deputado, empresas de ônibus enfrentam dificuldades para comprar diesel e pagar funcionários
O sistema de transporte público do Distrito Federal enfrenta risco de colapso financeiro, segundo declaração do deputado distrital Chico Vigilante realizada nesta terça-feira (5) na tribuna da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que o Governo do Distrito Federal possui uma dívida bilionária com as empresas operadoras de ônibus do sistema coletivo.
De acordo com Chico Vigilante, o valor devido pelo governo às empresas de transporte coletivo já estaria comprometendo o funcionamento da operação em diferentes aspectos, incluindo o pagamento de salários dos trabalhadores rodoviários e o abastecimento das frotas com óleo diesel.

O deputado informou ter tido acesso a uma perícia técnica judicial determinada por um magistrado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Segundo o parlamentar, o laudo pericial aponta que o Governo do Distrito Federal possui um débito de R$ 1,07 bilhão com as operadoras responsáveis pelo transporte coletivo urbano.
Ainda conforme o pronunciamento realizado na Câmara Legislativa, o valor identificado na perícia é inferior ao montante reivindicado pelas próprias empresas concessionárias. Segundo Chico Vigilante, as operadoras alegam possuir um crédito total de R$ 1,43 bilhão junto ao governo distrital.
Durante a fala na tribuna, o deputado afirmou que a situação financeira das empresas já apresenta reflexos operacionais. Segundo ele, algumas companhias enfrentam dificuldades para adquirir combustível necessário à circulação dos ônibus, enquanto outras estariam próximas de atrasar o pagamento de funcionários do sistema de transporte coletivo.
O parlamentar também declarou que poderá apoiar eventual paralisação dos trabalhadores rodoviários caso ocorram atrasos salariais. Segundo Chico Vigilante, a possibilidade de greve aumenta diante das dificuldades financeiras relatadas pelas operadoras do transporte público.

Além das críticas relacionadas ao passivo financeiro entre o governo e as empresas de ônibus, o deputado abordou a situação da Rodoviária do Plano Piloto durante o pronunciamento. O parlamentar criticou o processo de privatização do terminal rodoviário e afirmou que os custos operacionais cobrados das empresas acabam sendo repassados ao sistema de transporte.
Segundo o deputado distrital, cada uma das cinco empresas que operam linhas no terminal pagaria cerca de R$ 500 mil mensais pelo direito de entrada e saída na Rodoviária do Plano Piloto. Conforme os números apresentados pelo parlamentar, o custo total ultrapassaria R$ 2 milhões por mês.
De acordo com Chico Vigilante, os valores cobrados no terminal acabam impactando os contribuintes e usuários do transporte público do Distrito Federal. O deputado afirmou que os custos operacionais relacionados à utilização da rodoviária são absorvidos pelo sistema e influenciam diretamente o financiamento do transporte coletivo urbano.
O sistema de transporte público do Distrito Federal atende diariamente milhares de passageiros em linhas urbanas e intermunicipais que conectam regiões administrativas da capital federal. A operação é realizada por empresas concessionárias responsáveis pela circulação da frota de ônibus em diferentes áreas do DF.
Até o momento do pronunciamento realizado pelo deputado distrital, o Governo do Distrito Federal não havia apresentado posicionamento público sobre os valores mencionados pelo parlamentar na tribuna da Câmara Legislativa nem sobre a perícia judicial citada durante a sessão.
Foto: Tony Winston/Agência Brasília / Renato Araújo/Agência Brasília
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