Irregularidades no transporte alternativo se ampliam no RN

Por Thiago Martins – [email protected]
Mobilidade em Pauta

As denúncias sobre irregularidades no transporte alternativo intermunicipal do Rio Grande do Norte continuam se acumulando e, segundo novos registros obtidos pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA, o problema não apenas permanece como também se ampliou nos últimos meses.

O aumento no número de veículos operando de forma irregular tem reforçado a cobrança por explicações do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN, órgão gestor do transporte no estado) e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Reportagens anteriores publicadas nesta coluna já haviam apontado que parte dos operadores do transporte alternativo estaria utilizando o mecanismo de “fretamento eventual” como forma de continuar realizando transporte regular de passageiros, prática que contraria as regras do sistema intermunicipal.

Agora, novos casos indicam que a irregularidade se expandiu.

Veículos antigos em operação irregular

Entre os episódios mais graves identificados recentemente está o de um veículo fabricado em 2002, que estaria operando “a serviço” de uma linha opcional, transportando passageiros em rotas com características típicas de linha regular. O regulamento do DER/RN, no entanto, determina que os veículos devem ter, no máximo, 13 anos de uso.

Em outro caso semelhante, um veículo do ano 2010 também está operando nessas condições, reforçando o cenário de ampliação das irregularidades.

Ambos os veículos circulam sem qualquer identificação oficial do transporte opcional.

As denúncias indicam que esses veículos realizam embarque e desembarque de passageiros ao longo de trajetos fixos, muitas vezes em locais conhecidos pela população, o que caracteriza uma operação regular disfarçada de serviço eventual.

Histórico recente de denúncias

A situação se soma a outras irregularidades já abordadas em matérias anteriores da coluna, que revelaram um conjunto de problemas envolvendo o transporte alternativo na Região Metropolitana.

O avanço desses casos levanta dúvidas sobre a efetividade da fiscalização e sobre o controle das autorizações emitidas para o setor.

Cobrança por respostas

Diante da ampliação das irregularidades, cresce a pressão para que as autoridades responsáveis apresentem esclarecimentos e indiquem quais medidas estão sendo adotadas para enfrentar o problema.

Entre os principais pontos que aguardam respostas estão:

  • a fiscalização do uso do fretamento eventual;
  • a verificação da legalidade da operação desses veículos;
  • as medidas para impedir que veículos antigos e irregulares continuem atuando em linhas de transporte de passageiros.

Enquanto isso, passageiros seguem utilizando um sistema cada vez mais marcado por incertezas regulatórias e por denúncias recorrentes de operação fora das regras.

Fotos: Gabriel Felipe / Legilson Gomes / Alison Diego Dias da Silva

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