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PRF reforça fiscalização sobre uso do Arla 32 e alerta para irregularidades em sistemas de emissões

Do PORTAL UNIBUS
Foto: Divulgação (PRF RN / Flickr)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou as orientações ao setor de transporte quanto ao uso correto dos sistemas de controle de emissões em veículos movidos a diesel. O foco das ações está no Arla 32, reagente essencial para a redução de poluentes em caminhões e ônibus mais modernos.

De acordo com a corporação, fiscalizações realizadas nas rodovias federais têm identificado diversas irregularidades nos sistemas responsáveis pela redução de gases nocivos. Entre os principais problemas estão adulterações, intervenções indevidas e falhas provocadas por falta de manutenção.

Essas práticas comprometem o controle ambiental e podem resultar em infrações administrativas, danos mecânicos aos veículos e até enquadramento por crime ambiental, a depender da gravidade da ocorrência.

O Arla 32 é um agente redutor composto por ureia de alta pureza e água desmineralizada, utilizado em veículos equipados com o sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR). Essa tecnologia foi incorporada aos motores a diesel para atender às normas ambientais mais rigorosas.

No funcionamento do sistema, o reagente é injetado no escapamento e reage com os gases do motor, transformando óxidos de nitrogênio — altamente poluentes — em substâncias menos nocivas, como nitrogênio e vapor de água. Quando operando corretamente, o sistema reduz significativamente a emissão de poluentes e contribui para a melhoria da qualidade do ar.

Apesar da obrigatoriedade em grande parte da frota mais recente, a PRF aponta que ainda são comuns tentativas de burlar o sistema. Entre as irregularidades identificadas estão o bloqueio da injeção do Arla 32, a instalação de dispositivos eletrônicos para simular seu funcionamento, a retirada de componentes e o uso inadequado ou ausência do reagente.

Além das fraudes, a falta de manutenção também é considerada um fator crítico. Componentes como sensores, catalisadores e módulos eletrônicos exigem funcionamento adequado para garantir a eficiência do sistema. Falhas nesses itens podem provocar alertas no painel, redução de potência e restrições na operação do veículo.

A PRF informa que as ações fazem parte de um conjunto de medidas voltadas à conscientização de transportadoras e motoristas sobre as exigências técnicas e legais. A expectativa é de reforço na fiscalização ao longo de 2026.

A recomendação é que empresas e condutores mantenham os sistemas em pleno funcionamento, utilizem Arla 32 de procedência confiável e realizem manutenção preventiva regularmente. Além de evitar autuações, essas medidas contribuem para reduzir o impacto ambiental do transporte rodoviário e garantir o desempenho adequado dos veículos.

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