Do PORTAL UNIBUS
Foto: Divulgação (Marcopolo / Volare / Secco Comunicação)
A Marcopolo anunciou o início de uma operação de demonstração do micro-ônibus Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol, em parceria com a Sertran Transportes e a bp bioenergy. O projeto-piloto tem como objetivo testar, em ambiente real, uma solução voltada à eficiência operacional e à redução de emissões no transporte de passageiros.
O modelo, lançado em 2024, integra o portfólio da Volare e foi desenvolvido para aplicações que exigem autonomia ampliada e menor impacto ambiental. A iniciativa reúne competências complementares das empresas envolvidas: a Marcopolo é responsável pelo desenvolvimento tecnológico e acompanhamento técnico, a Sertran pela operação do veículo e a bp bioenergy pelo fornecimento do etanol e disponibilização da estrutura para testes.
O projeto será conduzido em uma unidade operacional da bp bioenergy, com rota definida em conjunto com a Sertran. Durante a operação, equipes de engenharia da Marcopolo irão monitorar o desempenho do veículo e realizar ajustes técnicos conforme necessário.
A tecnologia adotada no modelo utiliza arquitetura Range Extender (REX), combinando tração 100% elétrica com geração de energia a partir de etanol. O sistema conta com bateria de alta tensão de até 120 kWh, responsável por alimentar o motor elétrico desenvolvido pela WEG.
A recarga energética é feita por um motor HORSE Powertrain Limited 1.0 Turbo, que atua exclusivamente como gerador, operando em faixa otimizada de eficiência. Sem ligação mecânica com as rodas, o sistema contribui para redução de consumo e emissões.
De acordo com a fabricante, o modelo pode alcançar autonomia entre 500 e 650 quilômetros sem necessidade de recarga externa, o que amplia sua aplicabilidade em regiões com menor infraestrutura elétrica ou em operações contínuas.
Além da redução de emissões, o veículo apresenta benefícios como menor nível de ruído e vibração, além de redução no desgaste de componentes, como o sistema de freios, o que impacta diretamente nos custos de manutenção.
Com o projeto, a Marcopolo reforça sua estratégia de desenvolvimento de soluções voltadas à transição energética, explorando o potencial dos biocombustíveis como alternativa viável para a descarbonização do transporte no Brasil.





