Brasília ganha primeira rota turística do país com ônibus movido a hidrogênio verde

Brasília ganha primeira rota turística do país com ônibus movido a hidrogênio verde

Do PORTAL UNIBUS
Foto: Lúcio Bernardo Jr. (Agência Brasília)

O Governo do Distrito Federal, em parceria com a Neoenergia, lançou a primeira rota turística do Brasil operada por um ônibus 100% movido a hidrogênio verde. A iniciativa, chamada Rota Monumental, passa a integrar mobilidade sustentável e turismo cívico na Brasília.

O projeto foi apresentado durante agenda do governador Ibaneis Rocha com o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, no Palácio do Buriti. A ação também conta com a participação da empresa TVEX e representa um avanço na adoção de tecnologias limpas no transporte público.

O ônibus é abastecido com hidrogênio verde produzido em uma planta instalada em Taguatinga, considerada a primeira do tipo voltada à mobilidade urbana no país. O combustível é gerado a partir da eletrólise da água com uso de energia limpa, permitindo operação sem emissão de gases poluentes.

Além do caráter ambiental, a iniciativa também fortalece o turismo local. A rota funcionará como um city tour gratuito, passando por pontos turísticos da capital federal, com duração aproximada de 1h30. O trajeto parte da Torre da TV e inclui locais como o Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Esplanada dos Ministérios, Catedral Metropolitana e Memorial JK.

Durante o lançamento, o público também poderá conhecer o primeiro posto de abastecimento de hidrogênio verde do Brasil, localizado em Taguatinga, onde será apresentado o processo de produção e utilização da tecnologia.

Segundo o GDF, o projeto tem potencial para servir de modelo para outras cidades brasileiras, ao demonstrar a viabilidade do uso do hidrogênio verde no transporte urbano, especialmente em segmentos de difícil eletrificação.

O combustível utilizado é considerado uma alternativa limpa, pois sua produção não emite carbono e seu uso gera apenas vapor d’água. A iniciativa foi viabilizada com investimento de cerca de R$ 30 milhões, por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.