Do PORTAL UNIBUS
Foto: Divulgação (TAP Air Portugal)
A TAP fechou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de 37,5 milhões de euros, confirmando sua trajetória de recuperação e sustentabilidade financeira. O resultado representa uma retomada sólida após um primeiro trimestre considerado desafiador pela companhia.
As receitas operacionais alcançaram 1,13 bilhão de euros no período, um aumento de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2024, impulsionadas principalmente pelas vendas de passagens, que cresceram 3,1%. O EBITDA recorrente atingiu 256,3 milhões de euros, com margem de 23%, enquanto o EBIT recorrente foi de 136,5 milhões, equivalente a 12% de margem.
No 2T25, a companhia transportou 4,4 milhões de passageiros, alta de 4,5% frente ao ano anterior. O Load Factor também registrou avanço de 2,3 pontos percentuais, chegando a 85%. Foram operados cerca de 30 mil voos no trimestre, número 0,8% maior que no mesmo período de 2024.
Entre as novidades na malha aérea, a TAP reabriu quatro rotas sazonais de verão a partir de Lisboa — Alicante, Ibiza, Menorca e Palma de Maiorca — e retomou a ligação anual Lisboa–Porto Alegre. Também foram lançadas novas rotas, incluindo Lisboa–Terceira–São Francisco, Lisboa–Los Angeles, Porto–Boston e Faro–Funchal.
Segundo o CEO da TAP, Luís Rodrigues, a performance positiva no segundo trimestre demonstra resiliência:
“Após um início de ano desafiante, a TAP registrou resultados sólidos, compensando parte dos impactos do primeiro trimestre. Continuamos a enfrentar um ambiente altamente competitivo, mas estamos focados em garantir uma operação confiável e em consolidar a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira”, afirmou.
Primeiro semestre
No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, a companhia transportou oito milhões de passageiros, crescimento de 2,2% frente ao mesmo período de 2024. A capacidade (ASK) aumentou 2,3%, enquanto o Load Factor subiu 1 ponto percentual, atingindo 82,1%.
As receitas operacionais no semestre somaram 1,95 bilhão de euros, queda de 1% em relação ao 1S24. O EBITDA recorrente foi de 259,2 milhões, 18,3% menor que no mesmo período do ano anterior, e o EBIT recorrente chegou a 17,3 milhões, representando uma queda expressiva de 84,5%.