Coronavírus: Trens e ônibus devem ser desinfetados a cada viagem, sugere especialista

Por UNIBUS RN
Com informações do Mobilize Brasil
Foto: CP24/Ilustração

Com 121 casos do coronavírus confirmados no Brasil até este sábado (14 de março) – sendo um caso em Natal, capital do Rio Grande do Norte – segundo relatório do Ministério da Saúde, aumenta a preocupação em relação aos ambientes de grande circulação de pessoas, que é o caso do transporte público em todo Brasil.

Uma das medidas para evitar, no transporte público, a concentração do vírus Sars-CoV-2, que causa o covid-19, o melhor é manter as janelas abertas. A consideração é feita pelo médico pneumologista Almerio Machado Júnior, professor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica, em matéria publicada no jornal Correio 24 Horas: “Quando o coletivo é refrigerado, o vírus acaba circulando no ar por mais tempo, pois as janelas ficam fechadas e não há ventilação. Isso aumenta o risco”, disse Machado.

Uma vez que o ar de fora passa por uma reciclagem maior, ele acaba por entrar no ônibus de forma “limpa” de contaminação, já que o vírus não sobrevive à forte radiação ultravioleta do sol. Para isso, é preciso que as janelas estejam sempre abertas.

Ambientes frios e fechados são potenciais facilitadores da propagação do vírus, que pode sobreviver por nove dias em apetrechos existentes em carros e estações, como corrimãos, bancos e balaústres de apoio: “A cada viagem, todos os ônibus, trens e metrôs deveriam ser desinfetados, com hipoclorito de sódio mesmo. É o que vem sendo feito na China, é o que temos que fazer também”, afirma infectologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, ouvido pelo Portal Mobilize Brasil.

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