
Para os vereadores de Diadema, na Grande São Paulo, a prática prejudica sim a segurança, o desempenho, o conforto e a saúde do profissional. Por isso, em segunda votação, por unanimidade, os parlamentares municipais proibiram a bilhetagem eletrônica em Diadema e a consequentemente obrigaram da presença do cobrador nos ônibus.
A proposta é do vereador José Francisco Dourado que diz que um dos principais objetivos é reduzir o número de acidentes e zelar pela saúde do motorista. Segundo ele, o profissional que dirige e cobra tende a se estressar mais e desconcentrar-se em relação ao trânsito. O texto também proíbe qualquer outra atividade do motorista, além de receber as tarifas e dar o troco, que seria de responsabilidade do cobrador ou de um auxiliar, como controlar a ficha de viagem e cuidar do letreiro.
Atualmente prestam serviços municipais em Diadema a MobiBrasil, que assumiu os serviços no lugar da Viação Imigrantes, e Transportadora Benfica, que venceu a licitação da ETCD – Empresa de Transportes Coletivos de Diadema.
O Sintetra – Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transportes Rodoviários e Anexos da região do ABC vê como positiva a postura dos vereadores. O diretor da entidade na cidade de Diadema, João Roberto da Silva, disse ao Blog Ponto de Ônibus que se sancionada, a lei também pode gerar mais empregos.
“Além da questão de segurança e da melhoria das condições de trabalho do motorista, essa decisão tem um papel social importante, já que acaba sendo uma oportunidade de geração de empregos, de criação de vagas no setor de transportes” – disse o sindicalista.
O texto agora vai para aprovação ou não do prefeito Mário Reali. Se virar lei, as duas empresas operadoras da cidade, MobiBrasil e Benfica têm trinta dias para adequarem os veículos, após a publicação oficial.
Texto: Adamo Bazani
Fonte: Ônibus Brasil