Da Agência AutoData
Foto: Negative Space (Pexels)
Embora o saldo de vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no primeiro quadrimestre esteja positivo na comparação com igual período do ano passado, crescimento de 14,4%, para 632,2 mil unidades, o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, não vê motivos para celebrar: o volume ainda não alcançou o patamar pré-pandemia.
De janeiro a abril de 2019 as vendas somaram 839,5 mil unidades. O resultado do primeiro quadrimestre de 2023 está 24,7% abaixo do período pré-pandemia: “Não há motivo para comemoração. No caso dos automóveis estamos 32% abaixo de 2019, ano que antecedeu a crise provocada pela pandemia”.
As vendas no mês, porém, embora 19,2% inferiores a março, superaram em 9,1% o volumes de abril de 2022, somando 160,7 mil unidades: “Abril teve cinco dias úteis a menos do que março, com dois feriados que caíram em sextas-feiras e afetaram, também, os sábados. Impactou no resultado do setor como um todo”.
Andreta Jr demonstrou preocupação especialmente com as vendas de automóveis, a mais volumosa setor. Cresceram abaixo da média, 13,1% no acumulado do ano, para 463,9 mil unidades, e seguem mais de 30% abaixo do pré-pandemia: “Como o crédito segue restrito, e também o poder de compra da população, uma recuperação mais acentuada dos emplacamentos fica comprometida”.
As vendas de comerciais leves cresceram 23,4%, acima da média, para 124,5 mil unidades no quadrimestre, e superaram o pré-pandemia: de janeiro a abril de 2019 somaram 117,3 mil unidades.