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Foto: Marcos Pastich (CTTU/Recife) |
Faixa Azul, nome do sistema de faixas exclusivas para ônibus no Recife, completa 5 anos com indicadores positivos.
Também conhecido como sistema BRS, sigla em inglês para Bus Rapid System (Sistema de Ônibus Rápido), criado originalmente no Rio de Janeiro em 2011, a Faixa Azul da capital de Pernambuco foi implantada pela primeira vez na Rua Cosme Viana, em Afogados, em dezembro de 2013. Desde então, em seus 1,6 km de extensão, os ônibus aumentaram a velocidade média de 18 km/h para 26 km/h, ganho de 46% na velocidade, beneficiando uma média de 56,5 mil usuários.
Matéria do Diário de Pernambuco desta segunda-feira, dia 19 de novembro de 2018, lembra que mais oito avenidas receberam a Faixa Azul após a Cosme Viana, totalizando 36 km de vias de circulação prioritária para o transporte coletivo.
Os corredores desse sistema exigem apenas a separação da pista, com faixas exclusivas pintadas, que podem ser compartilhadas por veículos de passeio em determinados horários, nos momentos de menor movimentação. São similares às chamadas “faixas exclusivas” comuns em São Paulo, onde se permitiu de uns tempos para cá o uso de táxis com passageiros. No Nordeste, existe em capitais como São Luís, Maceió e Aracaju.
Cerca de 800 mil passageiros em Recife transitam diariamente pelos ônibus que trafegam por esses corredores, alcançando uma redução de até 50% no tempo médio de viagem. Com o aumento da velocidade operacional dos ônibus, foi possível aumentar também o número de viagens por dia, mais um indicativo do sucesso das Faixas Azuis.
O Diário de Pernambuco, no entanto, ressalta que, apesar dos bons resultados, a expansão do sistema BRS caminha a passos lentos, além de se ressentir da falta de manutenção adequada nos atuais corredores.
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou ao jornal, quanto às próximas etapas do projeto, que ainda está realizando estudos.
A presidente da CTTU, Taciana Ferreira, atribui o êxito da Faixa Azul aos benefícios que traz para a mobilidade. Segundo ela, a evolução do sistema foi se consolidando “pela satisfação do usuário através da melhoria do funcionamento do transporte público. Não apenas em relação ao tempo de viagem que reduziu, mas porque ela permite que os motoristas de ônibus tenham maior respeito pelas paradas, reduzindo a queima dos pontos de ônibus”.
Outro dado importante citado por Taciana Ferreira é quanto à redução dos custos operacionais dos ônibus que, ela afirma, tem se refletido em melhorias na prestação do serviço.
Diário do Transporte