Mossoró: Número reduzido de ônibus prejudica população que utiliza transporte coletivo

14.02 CidadedoSol 804Helckton
Com um transporte público deficitário, filas de espera por ônibus, incerteza nos horários, além de transportes apresentando problemas, a cidade, apesar de seu crescimento, ainda precisa, de acordo com Max Medeiros, um dos integrantes do Movimento Pau de Arara, olhar para o trânsito com uma perspectiva diferente.
Surgido ano passado, o Movimento Pau de Arara lutou pela melhoria do transporte coletivo e público da cidade, mas até agora quase nada foi feito, no sentido de ampliar as linhas de ônibus. “Pelo contrário, tivemos desativação de linhas e o serviço, a cada dia, se torna mais e mais precário”, fala Max Medeiros.
Ele salienta que os movimentos oscilam e era natural que o movimento iniciado ano passado também “arrefecesse”. “Nós tínhamos a perspectiva de que essa nova gestão fizesse algo para melhorar o trânsito. Procuramos algumas vezes a Secretaria de Mobilidade Urbana e fomos informados que lançariam editais nesse sentido e que, até o fim deste ano, a cidade contaria com 50 ônibus, o que, até agora, não aconteceu. Estamos com 17 ônibus circulando para uma população flutuante de 300 mil pessoas. Agora, confesso que não tenho um pingo de esperança de que a nova gestão tenha preocupação com essa parte do serviço público”, critica, de forma veemente, Max Medeiros.
O estudante ainda aponta linhas que foram desativadas e alguns ônibus deixaram de circular. “A sociedade civil também deve cobrar conosco. O MPA está atento, mas é preciso que todos se unam para cobrar melhorias. O que vejo, na verdade, é que falta vontade política da administração para resolver esse problema. E a cidade continua sofrendo com o seu péssimo serviço de transporte público”, frisa.
Segundo ele, o Terminal Rodoviário Diran Ramos do Amaral é um exemplo de péssima opção de transporte público. Poucos ônibus, de acordo com Max, fazem linha ali. As pessoas que não conseguem ter acesso a eles acabam “pegando um táxi caro ou um mototáxi”. “A cidade cresce e, em contrapartida, esse crescimento não é acompanhado pela melhoria de alguns serviços”, fala.
Max ainda frisa que Mossoró possui um trânsito caótico, confuso e violento. “Quando municipalizaram o trânsito, diziam que tudo iria melhorar, mas não é o que vemos. Não há estacionamentos e a frota somente cresce. Não há ônibus suficientes”, reflete.

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