Nesta quinta-feira, Natal viverá o oitavo dia da greve de motoristas e cobradores de ônibus. O movimento vem prejudicando toda a população e os turistas que aqui estão para acompanhar a Copa do Mundo e é rodeado de muito impasse.
Nesta atualização especial, o UNIBUS RN traz as últimas notícias sobre o movimento paredista. Confira abaixo:
Audiência no TRT: Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) hoje pode terminar a greve dos motoristas e cobradores de ônibus em Natal, caso haja consenso entre as partes, ou pode levar o caso ao desembargador Eridson Medeiros, que será relator do dissídio coletivo de greve no TRT/RN.
O encontro teve início às 8:30, na sede do TRT, em Lagoa Nova.
Das partes envolvidas, o Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) garante que manterá seu posicionamento de continuidade da greve, caso não haja uma nova proposta por parte dos patrões, representados pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Natal (Seturn).
Na segunda, SINTRO para 15 ônibus na SEMOB: Não bastasse a greve dos rodoviários com transtornos à população – apenas 30% da frota está circulando – integrantes do Sintro (sindicato da categoria) decidiram aborrecer ainda mais quem precisa do transporte público em Natal.
Na manhã desta segunda-feira, foi orquestrada mais uma ação do sindicato, que parou 15 ônibus em frente à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) exigindo uma audiência com Elequicina dos Santos, já que o prefeito Carlos Eduardo não recebeu o grupo de manifestantes para tratar do pleito de reajustes salariais requeridos pela categoria.
Elequicina os recebeu e informou que precisa de tempo para que a SEMOB faça o estudo técnico para um possível reajuste da tarifa. Enquanto isso, marcou uma audiência com o Prefeito, Carlos Eduardo Alves (PDT), para o dia 23.
Comércio preocupado com greve: Os shoppings de Natal irão mudar os horários de funcionamento durante os jogos da seleção brasileira pela Copa do Mundo. De acordo com uma análise feita por empresários do setor, o comércio vem registrando uma movimentação muito fraca depois dos jogos. A grande responsabilidade pela queda na movimentação, conforme anunciado pelo Sistema Fecomércio, é a greve dos ônibus na cidade, que está afetando a mobilidade dos usuários.
“Vimos que grande parte da responsabilidade pelo menor movimento pós-jogos se deve ao fato de que a determinação judicial, de manter até 90% da frota em circulação, não vem sendo respeitada e a quantidade de ônibus em circulação na cidade tem sido ínfima, incapaz de atender à população”, explica Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN.
Em reunião realizada na manhã de segunda-feira (16), representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-Natal), dos shoppings da cidade, do Sindicato do Comércio Varejista e de Serviços do RN e das associações Comercial do RN e dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba) argumentaram que a questão da greve dos Rodoviários é o ponto mais preocupante para o comércio.
Segundo as entidades, o comércio natalense tem arcado com imensos prejuízos em virtude da falta de ônibus. “Estamos em um momento em que deveríamos estar faturando alto. Nos preparamos para a Copa e agora temos que arcar com estes prejuízos. A forma como a greve vem sendo conduzida, está nos impingindo”, disse o diretor da CDL Natal, Afrânio Miranda.
Preocupação do comércio chega ao TRT: Os prejuízos que a greve de ônibus de Natal vem causando ao comércio da cidade foi o principal tema da audiência solicitada por lideranças empresarias do setor de comércio e de serviços com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador José Rêgo Júnior. Participaram do encontro representantes da Federação do Comércio (Fecomércio/RN), da Câmara dos Dirigentes de Natal, da Associação Comercial do Rio Grande do Norte e de outras entidades.
O presidente da Fecomércio/RN, Marcelo Fernandes Queiroz, expôs para o presidente do tribunal a preocupação dos empresários quanto à duração da greve, “que já está causando grandes prejuízos ao comércio de Natal com acentuada queda nas vendas, além de causar muitos transtornos às pessoas que dependem dos ônibus para se deslocarem aos locais de trabalho”.
Outro que também manifestou sua preocupação, durante a audiência com o desembargador José Rêgo Júnior, foi Afrânio Miranda, que falou em nome do CDL Natal. Para Miranda, vários setores do comércio da cidade estão deixando de incrementar suas vendas por causa da greve, que dificulta a locomoção do natalense, sobretudo do turista, que não conhece a cidade para buscar outras alternativas de transporte. “Os turistas estão voltando a pé do estádio após os jogos, e isso é lamentável”, frisou o empresário.
O presidente do TRT-RN disse aos empresários que, antes dessa audiência, já havia se reunido, na semana passada, com os diretores do sindicato dos motoristas de ônibus e também com os diretores do sindicato patronal para tratar da greve.
José Rêgo Júnior disse, ainda, que a Justiça do Trabalho não se furtará em desempenhar seu papel, dentro do menor espaço de tempo possível, visando à pacificação social através do entendimento entre as partes.
“A Justiça do Trabalho está atenta para não permitir que ninguém se aproveite da realização da Copa do Mundo em Natal para tirar proveito político, seja partidário ou sindical”, frisou o presidente.
Ao final da reunião, o presidente da Fecomercio, Marcelo Queiroz, mostrou-se satisfeito, “por ter a convicção de que a Justiça do Trabalho vai fazer de tudo para buscar uma solução o mais rápido possível para por fim a greve dos ônibus”.
Liminar do TRT para jogos da Copa: O desembargador Carlos Newton de Sousa Pinto, do Tribunal Regional do Trabalho, ordenou que a frota de ônibus opere com 90% de sua capacidade no período de 10 horas, sendo quatro horas antes e depois dos jogos, nos dias que Natal tiver partidas da Copa do Mundo.
A decisão foi enviada ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro). A entidade sindical deflagrou greve na quinta-feira passada. A decisão do magistrado foi uma resposta a uma ação impetrada pela Advocacia Geral da União (AGU).
Em dias normais, ficou estabelecido que o índice deve ser de 70% nos horários de pico e 50% fora dele.
Edição: Andreivny Ferreira