Ignorantemente falando, arrisco opinar que a licitação foi adiada por motivos obscuros. Quem vai se beneficiar é a empresa de consultoria, que deverá ganhar seus milhões, igual à que fez o último estudo. A certeza que tenho é: o adiamento em nada beneficia a população. O suposto estudo que será realizado é pretexto para torrar dinheiro público. Provas?
Se a SEMOB usasse da sensatez, aproveitaria o capital intelectual que há na cidade. Que capital é esse? Universidades! A Prefeitura poderia muito bem chamar, por exemplo, a UFRN para ajudar a montar um sistema de excelência para a cidade, ao invés de contratar empresas de consultoria, tipo de negócio que volta e meia está exposto em escândalos com dinheiro público. Economizaria dinheiro público e ainda estimulava o desenvolvimento intelectual na cidade.
Mas o que se vê é uma licitação utópica, certamente regada por interesses de grupos – que não duvido já operantes – e que favorecerá somente a estes, pouco mudando o transporte na capital. Para completar, uma secretaria que dá satisfações pela metade à população, teoricamente o público alvo do certame.
Como é um negócio que envolve muito dinheiro, acredito que mudanças profundas não serão realizadas nem mesmo com a licitação, que em 2015 deve ser adiada para 2018, 2020 e assim vai se arrastando. Sou obrigado a ser cético. Na essência será o mesmo transporte de 30 anos atrás, com outros adereços. Mas ficarei feliz se estiver errado.