Editorial UNIBUS RN: A festa dos carros pequenos

Não é de hoje que vemos, aqui no RN, cenas como a que se vê todos os dias na porta da Rodoviária de Natal: Uma pessoa que vai viajar é abordada por um motorista de um “táxi” perguntando pra onde vai e oferecendo o serviço. Enquanto isso, outro fica gritando um pouco mais a frente o destino que ele vai pra tentar atrair mais um passageiro pra essa “viagem”.
É lamentável que isso aconteça ainda no século 21. Onde já se viu carros com mais de 10, 20 anos de uso rodando com passageiros para grandes distâncias a preços mais baixos que os (Nem sempre) confortáveis ônibus… E tudo isso apenas para se economizar 2, 3, 5 reais e ficar na porta de casa?
Essa situação caótica que está acontecendo no transporte público intermunicipal do Rio Grande do Norte tem dois culpados: O primeiro é a acomodação básica dos brasileiros, que vê nesse serviço uma “vantagem”, economizando dinheiro e descendo do “transporte” exatamente aonde quer. Na verdade, essa acomodação vai custar caro ao bolso dessa pessoa que só quer comodidade, pdoe custar até a vida!
O segundo culpado tem mais sujeira no cartório. E tem nome, sobrenome e complemento: DER, Departamento Estadual de Estradas e Rodagem, responsável pela gestão das linhas e fiscalização do transporte público intermunicipal. É uma vergonha o que acontece nesse importante órgão estadual. O comodismo tomou conta desse povo. Pior: A corrupção é tão grande que chega a ser incontrolável.
Aí volto a situação que foi citada no início deste texto: Lembra dos motoristas que ficam tentando ganhar o passageiro no grito? Pois bem, a cerca de dois metros deles fica um fiscal do DER. E mais: Num clima de amizade que chega a ser incomum. Vai entender…
Tá na hora de darmos um basta nesta situação. Onde já se viu, o interior do RN ficar sem Ônibus pra poder vir a Capital, ficando a mercê dos “carros pequenos”, por causa da incompetência e da gestão corruptível do órgão que deveria barrar este tipo de delito? Bem que o pessoal do interior podia se manifestar sobre tal e pressionar o novo Governo a tomar uma providência para os empregos serem mantidos e a Constituição ser cumprida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.