O serviço de fretamento de ônibus em nosso Estado não está oferecendo segurança para a população. No período de um mês foram quatro acidentes – dois deles por falta de freios – e seis mortes.
O fretamento de ônibus é usado por empresas e prefeituras de cidades do interior do nosso Estado. Um grande número de veículos destinados ao fretamento também são vistos no distrito industrial de Extremoz, onde os ônibus são alugados pelas empresas para o deslocamento de casa para o trabalho de seus funcionários.
As condições em que os veículos circulam são sofríveis. Na sua grande maioria usam pneus carecas, realizam viagens com ônibus sem freios (apenas com freio motor), têm mais de 20 anos de uso, não têm equipamentos de segurança obrigatórios por lei e não respeitam as leis ambientais.
Os problemas citados acima estão se refletindo em sérios acidentes pelas ruas e avenidas.
No mês passado um ônibus de fretamento que vinha com quinze funcionários de uma empresa localizada no distrito industrial de Extremoz perdeu os freios na descida da ponte de Igapó, colidindo contra um poste. No acidente ninguém ficou ferido.
Ainda em outubro um grupo de romeiros fretou um ônibus para uma viagem em Pernambuco. Mesmo apresentando ser um ônibus relativamente novo, a falta de preparo do condutor do veículo ocasionou um acidente na rodovia BR-101 em Pernambuco, vitimando fatalmente cinco pessoas da mesma família.
No último domingo, (04) um ônibus de uma cooperativa de fretamento colidiu com uma moto na rodovia RN-160 – Monsenhor Assis, em São Gonçalo do Amarante, deixando o motociclista morto.
No dia seguinte (segunda, dia 05), um outro ônibus fretado perdeu os freios na rodovia RN-160 – Monsenhor Assis, em São Gonçalo do Amarante, saindo da pista e indo parar em um barranco – Ninguém ficou ferido.
Nos acidentes ocorridos em nosso Estado, a fiscalização de trânsito da Polícia Militar esteve no local mas não efetuou nenhuma notificação às empresas cooperativas, já que os ônibus não apresentavam itens de seguranças obrigatórios nem tampouco condições de trafegabilidade.
Existe falta de fiscalização também por parte do Ministério Público do Trabalho, já que as empresas que fretam veículos não oferecem condições de segurança aos seus funcionários e estão infringindo as leis trabalhistas.
Fonte e foto: Via Certa Natal