
Só que o viaduto precisa de uma obra urgente de reparos. De acordo com a secretária municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Tereza Cristina Vieira Pires, por enquanto não há previsão de quando serão iniciados os serviços no viaduto. “A gente tem uma equipe de engenharia que já fez um laudo sobre uma parte da estrutura com problemas, mas por enquanto ainda não há nenhum projeto conclusivo”, afirmou. “Precisamos fazer a contratação de uma empresa especializada para avaliar a estrutura comprometida. Ainda estamos nessa fase: avaliar tecnicamente para contratar uma perícia especializada”.
Por dia, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) estima que podem trafegar no Viaduto do Baldo aproximadamente 5 mil veículos. Mesmo sendo um fluxo relativamente pequeno (comparado à ponte de Igapó, por exemplo, onde circulam 50 mil carros), é preciso atenção. De acordo com o engenheiro civil que realizou o laudo, Fábio Sérgio da Costa Pereira, o problema ocorre por causa das infiltrações. “O viaduto é um buraco oco por dentro, onde só há cabos. A armação tem corrosão, os cabos estão expostos. Estruturas assim não podem ter fissuras. Ao longo da laje percebemos a estrutura deformada. Há barrigas, desnível. Como não há drenagem para fora, a água entra, se aloja, causando corrosão das estruturas. Isso faz peso no viaduto. Pode haver um colapso na estrutura”, prevê.
Embaixo do viaduto, ferros estão expostos, manchas pretas decorrentes de água de chuva se formam nas juntas de dilatação, há diferença entre os pilares e as paredes de apoio à estrutura. Algumas juntas de dilatação estão abertas. Entre elas, caberiam dois ou três dedos de um adulto. Alguns elastômeros, espécie de placas (ou calções entre a laje e o pilar), foram esmagados por causa do excesso de peso por cima do viaduto. Também há muita água acumulada. Plantas nasceram ao longo de toda a estrutura. Só há plantas onde existe água.
Fonte: DN Online